IBOV185.992+0.24%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026S&P 5007.638+1.14%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026NASDAQ26.418+1.69%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026DOW51.778+0.61%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026PETR4R$ 48,61-0.08%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026VALE3R$ 74,51+2.07%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026ITUB4R$ 42,58-0.09%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026MGLU3R$ 5,79-2.53%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026BBDC4R$ 18,15-0.33%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026BBAS3R$ 22,78+0.31%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026SANB11R$ 30,53+2.52%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026B3SA3R$ 17,60+0.11%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026ABEV3R$ 15,55-0.51%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026WEGE3R$ 51,08-0.39%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026ITSA4R$ 14,17-0.21%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026PRIO3R$ 63,29+1.13%preço de fechamento do pregão de 17 de setembro de 2026DÓLARR$ 5,14+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30EUROR$ 5,90+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30LIBRAR$ 6,86+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30YUANR$ 0,76+0.00%preço lido em 18/09/2026 às 22:30BITCOINR$ 417.999+6.55%preço lido em 18/09/2026 às 22:30ETHR$ 13.436+7.03%preço lido em 18/09/2026 às 22:30SOLR$ 583+11.86%preço lido em 18/09/2026 às 22:30XRPR$ 7,21+8.22%preço lido em 18/09/2026 às 22:30ADAR$ 1,16+10.23%preço lido em 18/09/2026 às 22:30

Política

Flávio abre vantagem de 4,4 pontos sobre Lula no 2º turno, mostra pesquisa

Pesquisa Futura Inteligência aponta virada no 2º turno e acende alerta para gestores de crédito privado.

.fnFIDC NEWS 17/09/20264 min de leituraSem comentários
Flávio abre vantagem de 4,4 pontos sobre Lula no 2º turno, mostra pesquisa

A um ano da votação, o mercado de crédito privado já monitora as pesquisas eleitorais como termômetro de risco fiscal. O novo levantamento da Futura Inteligência mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula num cenário de segundo turno, com margem que testa os limites da margem de erro e reacende a discussão sobre prêmio de risco para 2027.

Contexto: o que a pesquisa mostra


O instituto Futura Inteligência ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 11 e 15 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o protocolo BR-00749/2026 e foi divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro.

No cenário simulado de segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 48,1% das intenções de voto válidas, contra 43,7% de Lula (PT). A diferença de 4,4 pontos percentuais supera a margem de erro individual de cada candidato, mas ainda comporta empate técnico quando somadas as margens dos dois lados do confronto. Votos brancos e nulos somam 6,5% e 1,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

No primeiro turno, o quadro é de empate técnico: Lula tem 38,3% das intenções de voto contra 37,7% de Flávio, dentro da margem de erro do instituto.

O que mudou: a virada no confronto direto


O dado que chama atenção de analistas políticos e financeiros é o movimento entre ondas da mesma pesquisa. Segundo a Futura, Flávio avançou 2,7 pontos percentuais no cenário de segundo turno em relação ao levantamento anterior, enquanto Lula recuou 1,3 ponto no mesmo comparativo. É a primeira vez, nesta série de pesquisas, que o candidato do PL aparece numericamente à frente fora da margem de erro individual.

O instituto testou ainda outros cenários de segundo turno contra Lula: Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 45,1% contra 41,9%; Romeu Zema (Novo) tem 44,7% contra 40,6%; Renan Santos (Missão) soma 44,5% contra 39,3%; e Augusto Cury (Avante) marca 44,8% contra 41,5%. Em todos os cenários testados, o resultado favorece o adversário de Lula, o que reforça a leitura de desgaste do governo entre o eleitorado consultado.

Análise: por que isso importa para quem opera FIDC


Pesquisa eleitoral não move cota de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, veículo que compra recebíveis de empresas e os transforma em ativos financeiros) da noite para o dia. Mas o mercado de crédito estruturado precifica risco político com antecedência, via curva de juros futura, câmbio e spread de crédito exigido nas cessões.

Uma eleição mais competitiva, com viradas registradas em pesquisas sucessivas, tende a elevar a volatilidade da curva de DI e do dólar nos meses que antecedem o primeiro turno, o que encarece o custo de captação para originadores e pressiona a taxa de desconto aplicada na compra de recebíveis. Para gestores de fundos de recebíveis, o dado relevante não é o nome do candidato à frente, mas a instabilidade da corrida: quanto mais aberto o resultado, maior tende a ser o prêmio de risco embutido nas novas emissões e maior a atenção exigida na análise de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos) de carteiras com prazo mais longo.

Avaliam gestores de crédito estruturado consultados por veículos do setor que o ciclo eleitoral de 2026 já entrou no radar de comitês de crédito, especialmente em operações com vencimento além do primeiro turno, marcado para outubro de 2026. A leitura predominante é de cautela seletiva, sem mudança abrupta de apetite, mas com reprecificação gradual do risco em novas cotas subordinadas.

Perspectivas: o que monitorar daqui para frente


A confirmação ou não da tendência apontada pela Futura Inteligência depende das próximas rodadas de pesquisa, que devem se intensificar à medida que o calendário eleitoral avança. Institutos concorrentes, como Genial/Quaest, seguem mostrando cenários distintos, com Lula ainda na liderança em parte dos levantamentos, o que reforça a leitura de corrida em aberto e sem consolidação estatística.

Para o mercado de crédito privado, o ponto de atenção nos próximos meses é a curva de juros futuros e o comportamento do câmbio em resposta a cada nova pesquisa relevante, além de eventuais sinalizações fiscais dos candidatos mais bem posicionados. Gestores de FIDC e originadores devem acompanhar de perto o espaçamento entre as pesquisas e a evolução da rejeição dos principais nomes, variável que tende a pesar tanto quanto a intenção de voto na formação do prêmio de risco político embutido nas operações de médio e longo prazo.


Fontes: CNN Brasil

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