IBOV185.814-0.42%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026S&P 5007.706-0.76%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026NASDAQ26.936-0.69%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026DOW51.512-1.03%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026PETR4R$ 49,60+2.59%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026VALE3R$ 71,48-1.85%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026ITUB4R$ 42,37-1.88%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026MGLU3R$ 6,12+3.73%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026BBDC4R$ 18,03-2.17%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026BBAS3R$ 22,17-2.21%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026SANB11R$ 29,45-0.98%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026B3SA3R$ 18,04-2.12%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026ABEV3R$ 15,30-1.92%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026WEGE3R$ 51,16-1.24%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026ITSA4R$ 14,10-1.95%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026PRIO3R$ 60,86+0.66%preço de fechamento do pregão de 23 de setembro de 2026DÓLARR$ 5,18+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30EUROR$ 5,89+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30LIBRAR$ 6,85+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30YUANR$ 0,77+0.00%preço lido em 25/09/2026 às 00:30BITCOINR$ 437.065+0.66%preço lido em 25/09/2026 às 00:30ETHR$ 13.890+0.48%preço lido em 25/09/2026 às 00:30SOLR$ 606+2.23%preço lido em 25/09/2026 às 00:30XRPR$ 7,93+2.66%preço lido em 25/09/2026 às 00:30ADAR$ 1,28+4.05%preço lido em 25/09/2026 às 00:30

Notícias

Operação Carbono Oculto chega à 3ª fase e mira ex-diretor do Banco Genial

Crime organizado, combustíveis e mercado financeiro: investigação volta a bater à porta das instituições.

.fnFIDC NEWS 24/09/20265 min de leituraSem comentários
Operação Carbono Oculto chega à 3ª fase e mira ex-diretor do Banco Genial

Nova etapa da investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em sete estados. Entre os alvos estão um executivo de banco e o dono de uma empresa de investimentos que fez delação à PGR. Para quem atua em FIDC e crédito privado, a operação volta a mostrar que o escrutínio sobre veículos de investimento e intermediários financeiros continua forte.

Uma investigação que começou nos combustíveis e chegou ao sistema financeiro


A Operação Carbono Oculto apura a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis. Desde as primeiras etapas, o caso ganhou peso no mercado de capitais porque a apuração seguiu o caminho do dinheiro: além de postos, distribuidoras e formuladoras, os investigadores passaram a olhar para as estruturas financeiras que teriam sido usadas para movimentar e esconder recursos.

A primeira fase, em agosto de 2025, colocou fintechs e fundos de investimento no centro do debate. Entre eles estavam FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), veículos que compram recebíveis como duplicatas, contratos e outros créditos. Na época, o episódio abriu uma discussão no setor sobre diligência, identificação do beneficiário final e o papel de administradores, gestores e custodiantes na prevenção à lavagem de dinheiro.

A chegada à terceira fase mostra que a investigação segue ativa e ficando mais ampla, agora com alvos ligados diretamente a instituições financeiras e a empresas de investimento.


Os alvos da terceira fase


Segundo reportagem do Metrópoles publicada nesta quinta-feira (24/9), os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em São Paulo e em outros seis estados. Um dos alvos é Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial. Os irmãos dele, André Tupinambá e Bruno Tupinambá, também foram alvo das buscas.

A lista inclui ainda Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como "Mineiro", dono da Entre Investimentos. Ele firmou acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR). De acordo com a reportagem, a empresa de Freixo Junior teria sido usada para os repasses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinados à produção de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A reportagem original não informa valores envolvidos, os crimes imputados a cada investigado nem a resposta das pessoas e instituições citadas. Até agora, não há acusação formal contra os alvos da nova fase. Busca e apreensão é uma medida investigativa e não significa culpa.


O que a nova fase sinaliza para o mercado


Para gestores, administradores fiduciários e investidores de FIDC, o caso reforça uma tendência que já pesa nas decisões do setor. O risco reputacional deixou de se limitar à qualidade da carteira de crédito. Hoje ele inclui também a origem dos recursos, a identidade dos cotistas e a rede de intermediários que cerca cada operação.

Na leitura de profissionais do mercado, cada nova etapa de operações desse tipo aumenta a pressão para que prestadores de serviço fiduciário reforcem os processos de conheça seu cliente (KYC) e de prevenção à lavagem de dinheiro. Isso vale principalmente em estruturas com cotistas pouco transparentes, cedentes com vínculos societários cruzados ou crescimento patrimonial fora do padrão. O efeito prático tende a aparecer na originação: comitês mais rigorosos, diligência mais demorada e mais recusas de mandatos com governança frágil.

A citação de um executivo de banco e de uma empresa de investimentos no mesmo inquérito também reacende o debate sobre como as instituições monitoram a conduta de pessoas em cargos de direção. Nesse ponto, as políticas de compliance acabam pesando tanto quanto os indicadores de crédito.


O que monitorar a partir de agora


Os próximos passos dependem da análise do material apreendido e do avanço da colaboração de Antonio Carlos Freixo Junior com a PGR. O mercado deve acompanhar três frentes: possíveis manifestações oficiais do Banco Genial e da Entre Investimentos, uma eventual abertura de processos administrativos por reguladores e o surgimento de novos nomes do sistema financeiro nas próximas fases.

Para a indústria de FIDC, o recado continua o mesmo desde o início da Carbono Oculto: governança, transparência sobre o passivo e rastreabilidade dos recursos já contam como diferencial competitivo na hora de captar e reter investidores institucionais.

Posicionamento do Banco Genial

O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.
Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.

No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.

A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.

Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.

A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.

Fonte: Metrópoles, "Diretor do Banco Genial é alvo da 3ª fase da Operação Carbono Oculto", 24/09/2026

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O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado.

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