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IBOV206.912+7.70%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026S&P 5007.774+0.66%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026NASDAQ27.477+1.05%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026DOW51.268+0.18%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026PETR4R$ 55,36+8.19%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026VALE3R$ 71,40-0.97%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026ITUB4R$ 49,48+10.37%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026MGLU3R$ 9,45+24.18%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026BBDC4R$ 21,84+13.57%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026BBAS3R$ 26,33+11.00%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026SANB11R$ 28,83+2.63%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026B3SA3R$ 23,30+22.63%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026ABEV3R$ 16,50+4.17%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026WEGE3R$ 51,25-0.39%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026ITSA4R$ 16,36+11.52%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026PRIO3R$ 64,15+1.81%preço de fechamento do pregão de 05 de outubro de 2026DÓLARR$ 4,98+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00EUROR$ 5,61+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00LIBRAR$ 6,60+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00YUANR$ 0,78+0.00%preço lido em 07/10/2026 às 12:00BITCOINR$ 414.272-3.92%preço lido em 07/10/2026 às 12:00ETHR$ 12.799-5.57%preço lido em 07/10/2026 às 12:00SOLR$ 578-4.58%preço lido em 07/10/2026 às 12:00XRPR$ 7,12-6.01%preço lido em 07/10/2026 às 12:00ADAR$ 1,26-7.94%preço lido em 07/10/2026 às 12:00

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Ata do Fed e desdobramentos do 2º turno das eleições pautam o mercado financeiro nesta quarta-feira

Morning call | Daycoval.

FIDC NEWSFIDC NEWS 6 min de leituraSem comentários

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Cenário Internacional

A principal referência do mercado internacional nesta quarta-feira será a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, às 15h. O documento poderá trazer detalhes sobre o debate entre os dirigentes após a alta de 25 pontos-base realizada em setembro, quando a taxa foi levada para o intervalo de 3,75% a 4,00%.

O mercado trabalha majoritariamente com a possibilidade de manutenção dos juros na reunião de outubro, enquanto uma nova alta passou a ser concentrada nas expectativas para dezembro. A perspectiva de uma pausa temporária, caso seja confirmada pela ata, tende a favorecer ativos de risco e mercados emergentes, especialmente operações de carry trade.

Nos Estados Unidos, os Treasuries recuaram, enquanto as bolsas renovaram máximas. O Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq ganhou 0,45%, impulsionados principalmente por empresas ligadas à inteligência artificial. O rendimento da Treasury de 10 anos permanece, porém, em níveis elevados.

O petróleo continua próximo dos US$ 100 por barril. O Brent dezembro subiu 0,26%, para US$ 100,58, diante de novos ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e de tensões envolvendo o Iêmen e a Arábia Saudita. A manutenção da commodity nesse patamar continua sendo um importante risco para a inflação global.

Cenário Nacional

O mercado brasileiro continua repercutindo o resultado do primeiro turno das eleições, que levou Flávio Bolsonaro e Lula ao segundo turno. Segundo a totalização oficial do TSE, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula; a votação decisiva está marcada para 25 de outubro.

A reação dos ativos perdeu força, mas não apresentou uma reversão relevante. Depois da disparada de 7,70% na segunda-feira, o Ibovespa recuou apenas 0,52% na terça-feira, enquanto o dólar permaneceu abaixo de R$ 5. O movimento indica que o mercado segue incorporando um cenário de menor prêmio de risco, embora agora passe a buscar informações mais concretas sobre a agenda econômica do próximo governo.

O discurso de Flávio sobre utilizar a maioria no Congresso para promover mudanças constitucionais aumentou a atenção sobre a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Para os mercados, a questão central será a capacidade de transformar a nova configuração política do Congresso em medidas efetivas de ajuste fiscal e reformas.

As primeiras pesquisas do segundo turno começam a ser divulgadas a partir de quinta-feira, acrescentando um novo vetor de volatilidade aos ativos domésticos.

Juros

A curva de juros manteve o movimento de fechamento das taxas intermediárias e longas, apoiada pela combinação entre o cenário eleitoral doméstico e a expectativa de uma pausa do Fed em outubro.

Contrato| Fechamento

DI Jan/27| 13,428%

DI Jan/28| 12,600%

DI Jan/29| 12,445%

DI Jan/31| 12,560%

DI Jan/33| 12,710%

O movimento mostra que o mercado continua antecipando uma redução mais rápida da Selic, especialmente a partir de 2027. A possibilidade de melhora do ambiente fiscal e de apreciação do real reforça essa expectativa.

Ao mesmo tempo, a magnitude do fechamento recente aumenta a sensibilidade da curva a qualquer sinal contrário. Uma ata do Fed mais hawkish, novas pressões fiscais ou uma deterioração do cenário eleitoral poderiam provocar alguma recomposição dos prêmios.

Câmbio

O dólar fechou em R$ 4,9756, com queda de 0,52%, após atingir R$ 4,9456 durante a sessão. É a menor cotação desde maio.

A moeda continua beneficiada pelo forte movimento de redução do prêmio de risco doméstico e pela expectativa de entrada de capital estrangeiro. A possibilidade de manutenção dos juros americanos em outubro também favorece o diferencial de juros e as estratégias de carry trade.

Por outro lado, o real já acumula forte valorização em poucos pregões, o que aumenta a possibilidade de movimentos de realização. A sustentação de uma trajetória de apreciação dependerá principalmente da evolução eleitoral e da credibilidade da futura política fiscal.

Bolsa

O Ibovespa recuou 0,52%, aos 205.835 pontos, após a alta extraordinária de 7,70% na segunda-feira. O volume permaneceu elevado, em R$ 43,5 bilhões, praticamente o dobro de uma sessão normal.

O movimento foi mais seletivo. Bradesco PN avançou 4,40%, Itaú PN subiu 1,96% e Santander ganhou 3,23%. Na outra ponta, Banco do Brasil caiu 6,42% e BTG Pactual recuou 2,81%, após a forte valorização da sessão anterior.

Petrobras também realizou parte dos ganhos, com queda de 2,78% nas ações PN e de 1,80% nas ON. Vale recuou 1,44%, pressionada pela valorização do real e pela ausência da referência do minério de ferro devido ao feriado na China.

A leitura para a Bolsa permanece construtiva, mas o mercado começa a migrar da reprecificação eleitoral para a avaliação dos fundamentos. A eventual continuidade do rali dependerá de pesquisas, discursos dos candidatos e, principalmente, da percepção sobre a capacidade de implementação de uma agenda fiscal consistente.

Corporativo

- Bradesco: anunciou R$ 3,8 bilhões em juros sobre capital próprio, com ações ficando ex-JCP em 14 de outubro.

- Enel SP: a Aneel adiou a decisão sobre a recomendação de caducidade da concessão após pedido de vista. O placar estava em 2 a 0 pela caducidade, mas a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia.

- Raízen: propôs elevar o limite do capital autorizado para até 200 bilhões de ações, visando viabilizar a capitalização prevista no plano de recuperação extrajudicial.

- Azul: o Cade julga nesta quarta-feira a operação entre Azul e American Airlines.

- Cyrela: aprovou emissão de R$ 400 milhões em debêntures, com prazo de oito anos e remuneração equivalente a 99% do DI, destinada a projetos do Eco Invest.

- Hypera: fará resgate antecipado de R$ 118,3 milhões em debêntures.

- C&A: Norges Bank elevou sua participação nas ações ON de 4,94% para 5,33%.

- Assaí: Dynamo reduziu sua participação de 5,01% para 4,84%.

- Sigma Lithium: retomou as operações em Minas Gerais após decisão judicial restabelecer as licenças ambientais.

- Arauco: projeto de fábrica de celulose de R$ 23 bilhões em Mato Grosso do Sul está 81% concluído, com início da operação mantido para o quarto trimestre de 2027.

Agenda do Dia

Horário| Evento

08h00| IGP-DI de setembro

10h00| Julgamento Cade – Azul/American Airlines

12h30| Estoques de petróleo nos EUA

14h30| Fluxo cambial e produção/vendas de veículos

15h00| Ata da última reunião do Fed

16h00| Crédito ao consumidor nos EUA

20h00| Decisão de juros do Banco Central do Peru

A ata do Fed é o principal evento do dia. O documento pode confirmar a divisão interna do Comitê e dar pistas sobre a possibilidade de pausa em outubro e eventual retomada do aperto em dezembro. O calendário oficial do Federal Reserve confirma a divulgação da ata nesta quarta-feira, referente à reunião de 15 e 16 de setembro.

No Brasil, o IGP-DI deve acelerar em setembro, enquanto o fluxo cambial e os dados da indústria automobilística também estarão no radar.

Conclusão

O cenário doméstico continua construtivo para Bolsa e real, mas a intensidade do movimento tende a diminuir após a forte reprecificação observada no início da semana. O Ibovespa permanece próximo dos 206 mil pontos, enquanto o dólar abaixo de R$ 5 e o fechamento da curva de juros mostram que o mercado segue atribuindo menor prêmio de risco ao Brasil.

A partir daqui, porém, a sustentação do rali dependerá cada vez mais de fundamentos. As primeiras pesquisas do segundo turno, a evolução da campanha e, principalmente, os sinais sobre a agenda fiscal serão determinantes para definir se o movimento terá continuidade.

No exterior, uma ata do Fed indicando pausa em outubro pode favorecer o carry trade e ampliar o suporte ao real e aos ativos emergentes. Por outro lado, a inflação americana ainda elevada e o petróleo próximo de US$ 100 limitam o espaço para uma flexibilização monetária mais rápida.

Assim, a tendência permanece positiva, porém com maior seletividade e volatilidade, com o mercado dividido entre a expectativa de continuidade da reprecificação doméstica e a necessidade de confirmação dos fundamentos que sustentariam esse movimento.

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