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Aureon estrutura FIDC de R$ 150 milhões para consignado público e retém 20% em cota subordinada
Fundo da Aureon Asset financiará crédito originado pela Bom Pra Crédito em mais de 20 convênios com estados e municípios com CAPAG A e B no Sudeste, Norte e Nordeste.

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Luiz Lessa, CEO da Aureon Holding (Divulgação)
São Paulo, 15 de outubro de 2026 – A Aureon Holding Financeira, por meio de sua gestora, a Aureon Asset, está estruturando um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 150 milhões dedicado à aquisição de recebíveis de crédito consignado público originados via Bom Pra Crédito, marketplace de crédito incorporado ao grupo neste mês. A holding reterá a totalidade da cota subordinada, equivalente a 20% do patrimônio do fundo. As cotas seniores serão destinadas a investidores institucionais brasileiros e estrangeiros. A administração fiduciária e a custódia ficarão a cargo da Planner.
O fundo é o passo seguinte da estratégia apresentada com a aquisição da Bom Pra Crédito. Com a plataforma, a Aureon passou a controlar a distribuição e a jornada de crédito. Com o FIDC, integra a esse modelo o funding dedicado, conectando originação e capital institucional em uma mesma estrutura.
"Quando anunciamos a Bom Pra Crédito, dissemos que a aquisição encurtava o caminho entre a tese e a operação. O FIDC completa esse caminho. E, ao reter a cota subordinada, colocamos nosso próprio capital na primeira linha da carteira que originamos", afirma Luiz Henrique Lessa, fundador e CEO da Aureon.
Convênios selecionados por capacidade de pagamento
A originação do fundo parte de mais de 20 convênios ativos com estados e municípios classificados com CAPAG A e B, notas que indicam boa saúde fiscal dos entes públicos. Os convênios estão distribuídos pelas regiões Sudeste, Norte e Nordeste, o que diversifica a exposição geográfica e reduz a concentração da carteira em um único ente pagador.
Em parte desses convênios, a Aureon terá exclusividade na oferta de crédito consignado aos servidores. Esse arranjo dá previsibilidade à originação e reduz a exposição da carteira a refinanciamentos sucessivos por terceiros, principal vetor do risco associado ao Prêmio de Liquidação Antecipada (PLA): a quitação antecipada dos contratos, que consome a margem obtida na cessão dos créditos ao fundo. A menor rotatividade contribui para a estabilidade dos fluxos do FIDC.
"No consignado público, o risco relevante não está no tomador, mas em quem paga a folha. Por isso, a seleção de convênios é a primeira decisão de crédito do fundo. Trabalhamos apenas com entes de boa capacidade fiscal e com diversificação regional desde a origem", diz Lessa.
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