Pular para o conteúdo
IBOV209.067+1.38%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026S&P 5007.812+0.59%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026NASDAQ27.366+0.64%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026DOW51.655+0.83%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026PETR4R$ 56,00+0.94%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026VALE3R$ 67,90+0.38%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026ITUB4R$ 50,47+2.27%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026MGLU3R$ 12,22+19.22%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026BBDC4R$ 21,61+0.46%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026BBAS3R$ 24,64+1.57%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026SANB11R$ 28,83-0.86%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026B3SA3R$ 23,35+2.55%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026ABEV3R$ 15,99-0.99%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026WEGE3R$ 51,47-0.58%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026ITSA4R$ 16,31+1.62%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026PRIO3R$ 64,45+1.10%preço de fechamento do pregão de 09 de outubro de 2026DÓLARR$ 4,99+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00EUROR$ 5,58+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00LIBRAR$ 6,61+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00YUANR$ 0,75+0.00%preço lido em 13/10/2026 às 09:00BITCOINR$ 415.140-0.17%preço lido em 13/10/2026 às 09:00ETHR$ 12.458-1.88%preço lido em 13/10/2026 às 09:00SOLR$ 529-4.37%preço lido em 13/10/2026 às 09:00XRPR$ 6,77-3.02%preço lido em 13/10/2026 às 09:00ADAR$ 1,16-7.07%preço lido em 13/10/2026 às 09:00

Fidcs & FundosCrédito privado

Avelloz cria braço financeiro com FIDC e infraestrutura da QI Tech

Montadora de motos passa a financiar os próprios clientes por meio de um FIDC e fica com a margem de juros que antes ia para os bancos parceiros.

FIDC NEWSFIDC NEWS 5 min de leituraSem comentários

As notícias de FIDCs e crédito estruturado, direto no seu e-mail.

A Avelloz, quinta marca em emplacamentos de motos no Brasil segundo a Fenabrave, lançou a Avelloz Finance, sua própria operação de financiamento. A operação não depende de licença bancária: o crédito é cedido a um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) estruturado e administrado pela QI Tech, do qual a própria montadora é cotista. Para o mercado de crédito estruturado, é um caso concreto do FIDC como peça central do chamado banco de montadora “as a service”, modelo que a reportagem do Brazil Journal descreve como o primeiro do país.

Um mercado em expansão puxado pelo crédito

O mercado de motos vive um ciclo forte. O Brasil emplacou cerca de 2,2 milhões de motos novas em 2025, recorde histórico e alta de 17,1% sobre 2024. No primeiro semestre de 2026 foram cerca de 1,2 milhão de unidades, avanço de 14,1% na comparação anual, e a Fenabrave já projeta mais de 2,4 milhões de emplacamentos até dezembro.

Boa parte desse crescimento é sustentada pelo crédito. Só que o financiamento direto de veículos segue concentrado nos grandes bancos, e isso ajudou os consórcios a ganhar espaço como alternativa de acesso ao bem. Para fabricantes de médio porte, depender de bancos parceiros para fechar a venda tem um custo comercial claro: quando o crédito não é aprovado, ou demora, a venda se perde.

Os bancos de montadora tradicionais resolvem esse problema, mas exigem licença, capital regulatório e estrutura própria de crédito, uma barreira alta para marcas fora do topo do mercado. A Avelloz contorna essa barreira com outro desenho.

Como funciona a operação

A Avelloz Finance estará disponível nos mais de 460 pontos de venda da montadora, fundada em 2008. Nas lojas, os vendedores conseguem simular o financiamento, enviar a proposta e fechar a venda, com liberação dos recursos em minutos.

Por trás da operação, a QI Tech cuida de todo o ciclo do crédito: originação, motor de crédito automatizado, emissão da CCB (Cédula de Crédito Bancário), registro da garantia, antifraude, onboarding digital, assinatura eletrônica e, por fim, a cessão do crédito ao FIDC. A QI Tech atua como SCD (Sociedade de Crédito Direto) autorizada pelo Banco Central e tem licença de CTVM (Corretora de Títulos e Valores Mobiliários), o que permite que ela também estruture e administre o fundo.

O ponto central do modelo está na cessão. Cada CCB emitida vai para o FIDC, e a Avelloz participa do fundo como cotista. Com isso, o spread que antes ficava com os bancos parceiros passa a ser receita da própria montadora. A venda da moto deixa de ser o único resultado da operação, e a carteira de financiamentos vira uma nova fonte de receita recorrente.

A meta divulgada é vender 500 motos por mês por meio da Avelloz Finance.

O que dizem os executivos

O CEO da Avelloz, Jayme Siqueira, afirmou ao Brazil Journal que a empresa sempre vendeu motos, mas dependia de parceiros para fechar o financiamento, o que às vezes significava perder o cliente. Pedro Mac Dowell, fundador e CEO da QI Tech, disse que a empresa entrega o fluxo de crédito regulado enquanto a Avelloz mantém o relacionamento com o cliente.

As duas falas resumem a divisão de papéis que torna o modelo viável. A montadora controla a ponta comercial e o cliente. A infraestrutura regulada e o veículo de funding, o FIDC, ficam com um especialista.

O que isso significa para o mercado de FIDC

Para quem acompanha o mercado de FIDC, o caso mostra o fundo atuando como funding cativo de uma operação comercial e não só como instrumento de antecipação de recebíveis. É o mesmo raciocínio que vem levando varejistas, plataformas digitais e empresas de serviços a estruturar seus próprios fundos: transformar a carteira de clientes em ativo financeiro e capturar a margem de crédito que antes ia para terceiros.

A estrutura também traz pontos que o mercado vai monitorar. Ao ser cotista, a Avelloz passa a ter exposição direta ao desempenho da carteira. Inadimplência, recuperação de garantias e qualidade da originação nas lojas passam a afetar o resultado da montadora, e não apenas o de um banco parceiro. Em crédito de motos, um segmento com público de menor renda e uso profissional intenso, como entregadores, a calibragem do motor de crédito e a gestão da garantia são decisivas para a saúde do fundo.

Para investidores, operações desse tipo podem abrir espaço para novas emissões lastreadas em CCBs de veículos, com originação pulverizada e garantia real. O apetite dependerá do histórico de performance da carteira, ainda inexistente numa operação que acaba de começar.

Perspectivas

A Avelloz combina o lançamento da financeira com um plano de expansão mais amplo. A empresa apresentou nova identidade visual, anunciou o modelo AZ170 Bravo, que entra em um novo segmento no segundo semestre, fechou acordo para produzir 40 mil motos em uma nova fábrica em Manaus e investiu R$ 8,3 milhões em estoque de peças e pós-venda. O plano é sair da base no Nordeste e avançar para o Sul e o Sudeste.

Os próximos indicadores a observar são o ritmo de adesão da rede à Avelloz Finance, a distância entre o volume real e a meta de 500 motos por mês e o comportamento da carteira cedida ao FIDC nos primeiros ciclos de pagamento. Se o modelo funcionar, a tendência é que outras montadoras de médio porte, e fabricantes de outros bens financiáveis, sigam o mesmo caminho, ampliando a originação de recebíveis para a indústria de FIDCs.


Fontes: Brazil Journal, “Avelloz lança operação de financiamento de motos com infraestrutura da QI Tech” (8/10/2026): https://braziljournal.com/brands/avelloz-lanca-operacao-de-financiamento-de-motos-com-infraestrutura-da-qi-tech

Newsletter FIDC News

Não perca a próxima edição

As movimentações do mercado de FIDCs, securitização e recebíveis, com a análise do FIDC News, no seu e-mail.

Gratuita. Você cancela quando quiser. Veja a Política de Privacidade.

Compartilhe este artigo
FIDC NEWS

FIDC NEWS

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado. Nossas matérias devem ser entendidas como boletins informativos e divulgadores de insights setoriais, não configurando recomendação de investimento.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *