
A era do risco cego no crédito B2B acabou
Da garantia física ao score dinâmico: por que a inteligência de risco se tornou a nova liquidez das cadeias produtivas.
247 artigos nesta editoria.

Da garantia física ao score dinâmico: por que a inteligência de risco se tornou a nova liquidez das cadeias produtivas.

Ativos que historicamente eram utilizados quase exclusivamente por instituições financeiras e adquirentes passam a ganhar novas aplicações em operações comerciais entre empresas.

Com mais de 81,7 milhões de CPFs restritos e comprometimento médio de 29,5% da renda, novas regras de análise ampliam chances de aprovação fora dos grandes bancos.

Setor financeiro pressiona o Banco Central por mais tempo de adaptação, enquanto a autoridade monetária avalia se mantém o cronograma que muda as regras do financiamento habitacional no país.

O Instituto Paulista de Contabilidade (IPC) está desenvolvendo a Decifra, uma fintech que vai oferecer conta transacional e produtos de crédito para clientes de escritórios de contabilidade associados à entidade. O lançamento está previsto ainda para 2026, com meta de atingir ao menos 70 mil clientes já na largada.

Fundos captaram R$ 59,8 bilhões entre janeiro e julho, enquanto prazo médio das operações caiu ao menor nível do ano e deságio atingiu 2,88% ao mês.

Especialista financeiro Roberto Nogueira orienta como identificar os fatores que dificultam a concessão de crédito.

Base tradicional do financiamento imobiliário segue relevante, mas pressão sobre os depósitos amplia a necessidade de incorporadoras diversificarem fontes de recursos para obras e novos projetos.

O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, protocolado no último domingo, revelou uma cadeia de credores que vai muito além dos bancos tradicionais. Entre os cerca de 28 mil credores listados, chama atenção a presença do IBCB AF01, fundo de investimento usado pela companhia para estruturar operações financeiras, com R$ 1 bilhão em aberto. O caso reacende o debate sobre a exposição de estruturas de crédito estruturado a varejistas em dificuldade.

O Bank of America publicou relatório apontando deterioração gradual na qualidade do crédito das famílias brasileiras, pressionadas por juros elevados e endividamento em patamar recorde. O banco americano adotou postura defensiva em relação ao setor bancário local e recomenda preferência por instituições com carteiras mais diversificadas e menor exposição ao crédito de consumo.

O avanço da recuperação extrajudicial entre grandes empresas brasileiras sinaliza uma mudança importante na forma como o mercado enfrenta crises financeiras. Levantamento divulgado pela Reuters mostra que o número de companhias que recorreram ao mecanismo saltou de 16, em 2021, para 84, em 2025.

Alexandre Muller, CEO da Leto Capital, afirma que a concentração de mercado nas mãos de poucas companhias gigantes tem sido a principal barreira contra uma explosão de inadimplência no crédito privado, mesmo com as recentes recuperações extrajudiciais que abalaram o setor.