
Por que os FIDCs estão cada vez mais na agenda das empresas brasileiras
José Roberto Meirelles
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José Roberto Meirelles

A combinação de juros elevados, inadimplência recorde e menor apetite dos bancos para conceder crédito colocou o mercado financeiro brasileiro diante de um dilema para 2027. Ainda não há consenso sobre recessão, mas o consenso sobre desaceleração é praticamente unânime, e isso tem implicações diretas para quem estrutura e investe em FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), veículo cuja rentabilidade depende justamente da qualidade dos recebíveis que compõem sua carteira.

Secas mais longas, chuvas excessivas e alterações persistentes nos padrões de temperatura estão deixando o crédito rural mais caro e mais seletivo no Brasil. Na outra ponta, a oferta limitada de seguros adequados retroalimenta a turbulência no fluxo de caixa dos produtores, um cenário que também acende um alerta para gestores de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) e fundos de crédito privado com exposição ao agronegócio.

Um relatório do BTG Pactual aponta que os sinais de deterioração do crédito no Brasil estão se tornando mais amplos e podem ganhar força com uma desaceleração da economia em 2027.

Evento passa pelo Farol Santander, B3 e XP Investimentos e apresenta na prática como funcionam estruturas como Fiagro, CRA, FIDC, dívida, equity e operações de hedge.

Sem esforço concentrado no radar, R$ 22 bilhões em crédito extraordinário dependem de acordo de última hora.

Um levantamento da Serasa Experian identificou que 17,4% das operações de crédito rural contratadas para o cultivo de soja na safra 2025/26 podem ter tido parte dos recursos direcionada para outras lavouras.

Depois de um ciclo de quase três anos marcado por preços deprimidos, custeio caro e produtores endividados, o agronegócio brasileiro começa a mostrar sinais de recuperação. A melhora nos preços de commodities como soja e açúcar tem mudado o humor de executivos do setor e reacende, para o mercado de crédito privado, uma pergunta relevante: o que essa virada representa para o risco das carteiras de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) expostas ao agro.

Apresentado na FEBRABAN Tech, o Cartão de Recebíveis permite que empresas que atuam no modelo B2B - de subadquirentes a ERPs - ofereçam crédito pós-pago aos clientes de sua base com muito menos capital imobilizado.

Estudo da Equifax BoaVista, Acordo Certo e CDL Porto Alegre mostra expansão significativa do número de brasileiros com acesso ao crédito. Esse movimento, no entanto, veio acompanhado de maior pressão sobre a capacidade de pagamento.

Empresa lança o Crédito77, solução desenvolvida para ampliar as opções de financiamento disponíveis aos integradores solares e consumidores finais em sua plataforma.

A Eneva estruturou uma operação de cessão de recebíveis que antecipa R$ 3 bilhões em direitos creditórios ligados a contratos de comercialização de energia da usina Porto de Sergipe I. O valor será direcionado a novos projetos da companhia, entre eles os contratos vencidos no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, em um movimento que reforça o papel do mercado de crédito estruturado no financiamento do setor elétrico brasileiro.