Mercado de capitais amplia exigências sobre governança e fortalece papel da administração fiduciária segundo análise da ID CTVM
Em um ambiente regulatório mais sofisticado, infraestrutura, diligência e controles passam a ser ativos estratégicos para garantir segurança e confiança nas estruturas de investimento.

As notícias de FIDCs e crédito estruturado, direto no seu e-mail.
O crescimento da indústria de fundos estruturados transformou a infraestrutura do mercado de capitais em um dos principais pilares para o desenvolvimento do setor. Em um ambiente marcado por operações mais sofisticadas, maior escrutínio regulatório e investidores cada vez mais atentos à governança, instituições responsáveis pela administração fiduciária deixaram de exercer apenas funções operacionais para assumir um papel estratégico na preservação da segurança jurídica e da integridade das estruturas de investimento.
A evolução da Resolução CVM 175, a expansão do crédito privado e o aumento do número de fundos estruturados elevaram significativamente a responsabilidade dos administradores fiduciários. Hoje, além de assegurar o cumprimento das obrigações regulatórias, essas instituições respondem pela supervisão dos prestadores de serviço, pelo acompanhamento dos controles operacionais e pela manutenção da governança dos veículos de investimento.
Esse movimento acompanha a transformação da própria indústria. Em 2025, o patrimônio líquido dos fundos de investimento brasileiros alcançou R$ 10,7 trilhões, enquanto os FIDCs captaram R$ 57,6 bilhões e os FIPs registraram R$ 60,1 bilhões em captação líquida, consolidando os fundos estruturados como um dos principais instrumentos de financiamento da economia real.
Para Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, o amadurecimento da indústria exige uma mudança de percepção sobre o papel desempenhado pela administração fiduciária.
"O mercado passou muitos anos direcionando sua atenção exclusivamente à performance dos investimentos. Hoje, investidores, gestores e reguladores compreendem que resultados sustentáveis dependem, antes de tudo, de estruturas sólidas de governança, controles eficientes e absoluto respeito às responsabilidades de cada participante do mercado. A confiança é construída pela qualidade da infraestrutura que sustenta cada operação".
Com mais de 550 fundos administrados, R$50 bilhões em ativos sob administração e custódia e mais de 9 mil contas ativas, a ID CTVM acompanha essa transformação investindo continuamente em tecnologia, processos, conformidade regulatória e integração operacional.
Segundo Balassiano, a evolução da indústria também exige uma atuação cada vez mais especializada das instituições responsáveis pela infraestrutura do mercado.
"Administração fiduciária não é gestão de investimentos. Nosso papel é assegurar que cada fundo opere dentro dos mais elevados padrões de governança, transparência e conformidade regulatória. Quanto mais sofisticado se torna o mercado, maior é a necessidade de instituições independentes, tecnicamente qualificadas e comprometidas com a proteção da integridade das estruturas administradas"
Na avaliação da companhia, o próximo ciclo do mercado de capitais brasileiro será marcado menos pelo crescimento do número de operações e mais pelo fortalecimento da qualidade das estruturas, dos controles internos e da governança.
"A sofisticação do mercado não será medida apenas pelo volume de recursos captados, mas pela capacidade das instituições de entregar segurança jurídica, eficiência operacional e confiança aos investidores. Esse será o principal diferencial competitivo da próxima década", conclui Balassiano.
Newsletter FIDC News
Não perca a próxima edição
As movimentações do mercado de FIDCs, securitização e recebíveis, com a análise do FIDC News, no seu e-mail.
Gratuita. Você cancela quando quiser. Veja a Política de Privacidade.

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado. Nossas matérias devem ser entendidas como boletins informativos e divulgadores de insights setoriais, não configurando recomendação de investimento.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Deixe um comentário
Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *








