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Crédito privado

Robbin levanta $108 milhões de dólares para digitalizar o crédito B2B no Brasil

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Robbin levanta $108 milhões de dólares para digitalizar o crédito B2B no Brasil

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São Paulo, maio de 2026 – A Robbin, fintech especializada em soluções de crédito B2B, anuncia dois marcos simultâneos, uma rodada seed de USD 8 milhões co-liderada por Canary, Atlântico e Caravela, também participaram a AB Seed, Norte Ventures e os fundos estrangeiros Clocktower e Tomorrow Capital; e a estruturação de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de USD 100 milhões com a Augme, gestora da XP Investimentos.

O capital reforça a tese da empresa de que IA e a agenda regulatória do Banco Central vão acelerar a digitalização do mercado de pagamentos e crédito B2B, destravando crédito e crescimento para a economia real.

Os USD 8 milhões da rodada seed serão investidos no crescimento da plataforma de pagamentos e crédito com arquitetura nativa em IA, bem como numa série de agentes inteligentes que otimizam workflows financeiros da indústria. “Recentemente lançamos o Robbinson, um assistente de IA para a força de vendas da indústria, aprovando crédito em tempo real no whatsapp”, afirma Leonardo Moura, CEO da Robbin. O FIDC será utilizado exclusivamente para a operação de crédito da plataforma, financiando as compras dos  varejistas junto às indústrias parceiras. A empresa projeta alocar o volume integralmente até o final de 2027.

A Robbin opera com um produto co-branded: grandes indústrias oferecem a seus clientes B2B, sob sua própria marca, um cartão virtual à sua rede de varejistas, permitindo que esses lojistas tenham mais crédito, prazo e condições diferenciadas, bem como acesso a um programa de benefícios que pode ser trocado por descontos em novas compras ou pontos Livelo.  O diferencial técnico está na infraestrutura escolhida. Ao contrário das soluções tradicionais, o produto não utiliza as bandeiras Visa ou Mastercard. Os pagamentos correm sobre os trilhos do Pix, tecnologia que oferece liquidação em tempo real, mais segurança e menor custo operacional do que os arranjos convencionais de cartão.

Para as indústrias, o produto se traduz em mais vendas: ao oferecer crédito, prazo e benefícios sob sua própria marca, a empresa amplia o poder de compra do varejista, aumenta a frequência de recompra e fortalece o vínculo com a própria marca.

"O lojista de ponta passou por uma revolução enorme em pagamentos, com cartões de crédito acoplados a benefícios, BNPL, diversas opções de parcelamento e experiências fluidas. O elo entre indústria e varejo ficou parado no tempo, a má calibragem de limites de crédito, prazos curtos e rígidos e experiência de pagamentos da década de 1980 têm limitado o crescimento do mercado. É esse gap que estamos atacando", complementa o CEO da Robbin.

A empresa foi fundada por três sócios com trajetórias consolidadas no mercado financeiro e em tecnologia, o que combina experiência em grandes instituições com histórico de inovação. Leonardo Moura, CEO, tem quase 15 anos de experiência como sócio da XP e no banco de investimento Itaú BBA, atuando em Londres e Nova York. Henrique Meyer, COO, soma 20 anos de mercado, com passagens por Itaú BBA, Citi e HSBC. Já Tomás Correa, CTO, traz a veia empreendedora: é fundador da OpenCo, startup que recebeu investimento do SoftBank após a fusão com a Geru e a Rebel.

A Robbin já opera com marcas de grande calibre, entre elas Cantu, Chilli Beans, Baterias Moura, Malwee, Brinox e Juntos Somos Mais – marketplace digital da Gerdau, Votorantim e Tigre. A solução está disponível hoje para uma base potencial de mais de 300 mil pequenas e médias empresas vinculadas a esses parceiros. O modelo de negócio tem como alvo indústrias com faturamento anual a partir de R$ 500 milhões.

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