IBOV177.419+1.30%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026S&P 5007.686-0.58%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026NASDAQ26.371-0.64%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026DOW53.186-0.72%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026PETR4R$ 45,02+3.38%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026VALE3R$ 77,85-0.93%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026ITUB4R$ 39,52+0.84%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026MGLU3R$ 4,81+4.11%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026BBDC4R$ 17,19+0.64%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026BBAS3R$ 20,74+2.83%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026SANB11R$ 29,56-1.50%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026B3SA3R$ 16,22+1.12%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026ABEV3R$ 15,03-1.05%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026WEGE3R$ 50,15+0.34%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026ITSA4R$ 13,10+1.16%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026PRIO3R$ 62,68+3.53%preço de fechamento do pregão de 31 de agosto de 2026DÓLARR$ 5,18+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30EUROR$ 6,00+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30LIBRAR$ 7,02+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30YUANR$ 0,77+0.00%preço lido em 02/09/2026 às 02:30BITCOINR$ 400.377-2.15%preço lido em 02/09/2026 às 02:30ETHR$ 12.472-2.72%preço lido em 02/09/2026 às 02:30SOLR$ 517-4.11%preço lido em 02/09/2026 às 02:30XRPR$ 6,97-3.05%preço lido em 02/09/2026 às 02:30ADAR$ 1,03-1.83%preço lido em 02/09/2026 às 02:30

Crédito privado

Capital para empresas em crise supera recursos de private equity e expõe mudança no mercado brasileiro

Com R$ 17,4 bilhões disponíveis para situações especiais, fundos voltados à reestruturação passam pela primeira vez os veículos tradicionais de private equity; cenário reflete crédito caro, juros elevados e aumento da pressão financeira sobre empresas.

.fnFIDC NEWS 01/09/202614 min de leituraSem comentários
Capital para empresas em crise supera recursos de private equity e expõe mudança no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de investimentos está diante de uma inversão que diz muito sobre o momento econômico do país. Pela primeira vez, os fundos de special situations, voltados a empresas em dificuldades financeiras, processos de reestruturação e aquisição de ativos estressados, passaram a ter mais recursos disponíveis para investir do que os tradicionais fundos de private equity, que normalmente buscam participação em empresas com perspectivas de crescimento. A mudança altera a composição do capital disponível no mercado e levanta uma discussão que vai além da indústria de fundos, sobre as condições que estão fazendo empresas em dificuldade se tornarem oportunidades cada vez mais relevantes para os investidores.

Segundo levantamento da Spectra, os fundos de special situations acumulavam R$17,4 bilhões em recursos disponíveis em junho, enquanto os fundos de private equity tinham R$14,6 bilhões. A diferença, de R$2,8 bilhões, representa uma inversão inédita no mercado brasileiro e levanta uma questão sobre o próprio ambiente de negócios: o que significa para a economia quando há mais capital preparado para encontrar valor em empresas que precisam ser reestruturadas do que em negócios preparados para crescer? O dado sugere uma mudança na percepção de risco e retorno e coloca em evidência o impacto das condições macroeconômicas sobre as decisões de investimento. A mudança ocorre depois de um longo período de juros elevados, que aumentou o custo do dinheiro e dificultou o acesso das empresas ao crédito. A Selic chegou a 15% ao ano em junho de 2025 e permaneceu nesse patamar até o início de 2026. Desde então, começou a recuar gradualmente, chegando a 14,25% em junho e a 14% em agosto. Mesmo com o início do ciclo de queda, o custo do dinheiro continua elevado para empresas que precisam captar recursos ou refinanciar suas dívidas, fazendo com que decisões de investimento, expansão e financiamento precisem ser avaliadas em um ambiente muito mais restritivo do que o observado poucos anos atrás.

A pressão financeira sobre as companhias ajuda a explicar por que estratégias voltadas a situações especiais ganharam espaço. Dados da Serasa Experian mostram que 9 milhões de CNPJs estavam negativados em maio de 2026, enquanto o volume de dívidas chegou a R$229,9 bilhões, ambos em patamar recorde. Em média, cada empresa inadimplente acumulava quase sete dívidas em atraso. O cenário combina juros elevados, crédito mais restrito e dificuldade de recomposição de caixa, criando um ambiente em que empresas que continuam operacionalmente viáveis podem, ainda assim, enfrentar dificuldades para financiar suas atividades e manter uma estrutura de capital sustentável.

O quadro também aparece nos processos de recuperação judicial. Em 2025, 2.466 empresas entraram em recuperação judicial no país, o maior número desde o início da série histórica da Serasa Experian, enquanto o número de empresas envolvidas cresceu 12,9% em relação a 2024. A combinação de endividamento, custo financeiro elevado e dificuldade de acesso a novas fontes de capital ajuda a explicar por que cresce a quantidade de companhias que precisam renegociar passivos, preservar caixa ou buscar alternativas para reorganizar sua estrutura financeira.

É nesse ambiente que os fundos de special situations ganham espaço. Em vez de financiar uma empresa que está entrando em uma nova fase de expansão, esses veículos procuram oportunidades justamente quando uma companhia enfrenta dificuldades, seja por meio da aquisição de dívidas, compra de ativos, reestruturação de passivos ou entrada de capital em negócios que precisam reorganizar sua estrutura financeira. Para os investidores, a oportunidade está justamente na possibilidade de adquirir ativos cujo valor foi pressionado pelo estresse financeiro e encontrar caminhos para recuperar esse valor por meio de uma reestruturação.

Para a economia, porém, o crescimento desse mercado também pode ser interpretado como um sinal de que uma parcela relevante do capital está sendo direcionada para solucionar problemas que já chegaram às empresas, em vez de financiar novos ciclos de expansão. Na avaliação de Victor Mariz Taveira, economista e CEO da Acrux Capital, a comparação entre as duas classes de fundos é simbólica porque revela uma mudança na natureza das oportunidades produzidas pelo próprio ambiente econômico. Enquanto o private equity tradicional procura empresas nas quais exista espaço para criar valor por meio de crescimento, eficiência e governança, os fundos de special situations encontram valor justamente em situações de complexidade, como endividamento excessivo, ativos estressados e perda de acesso ao capital tradicional.

“A inversão entre os dois mercados é simbólica porque mostra uma mudança importante na natureza das oportunidades que o mercado está produzindo. Hoje, há mais dinheiro preparado para explorar situações de estresse do que disponível para investir em empresas promissoras. Isso não significa que o capital para crescimento tenha desaparecido, mas mostra que as condições econômicas estão fazendo com que uma parcela maior dos investidores encontre retorno justamente na recuperação e na reestruturação de empresas”, afirma o economista.

O movimento também ajuda a explicar o crescimento do interesse por ativos estressados no Brasil. Com empresas pressionadas pelo custo da dívida e pelo acesso mais restrito ao crédito tradicional, aumenta o número de negócios que precisam encontrar alternativas para preservar caixa, renegociar passivos ou levantar novos recursos. Na prática, uma empresa saudável pode encontrar dificuldades para financiar uma expansão, enquanto uma companhia já pressionada financeiramente pode se tornar justamente o tipo de ativo procurado por fundos especializados em recuperação e reestruturação. O dinheiro não desapareceu do mercado, mas o ambiente de risco mudou e, com ele, mudou também a forma como parte dos investidores procura retorno.

Segundo Mariz Taveira, uma das principais razões para essa mudança está na transformação do custo do crédito empresarial. Em fevereiro de 2021, quando a Selic estava em 2% ao ano, a taxa média do crédito livre concedido às empresas era de 13,8%. Em maio de 2026, essa taxa havia chegado a 25,2% ao ano, enquanto a Selic estava em 14%. Para o executivo, a questão não é apenas que o crédito ficou mais caro, mas que o próprio piso de remuneração do capital mudou. Isso altera a conta de projetos de expansão, aquisições e investimentos e pode fazer com que iniciativas que antes geravam valor deixem de ser economicamente atrativas.

“Uma empresa que em 2021 analisava um novo projeto diante de um custo financeiro próximo de 14% hoje precisa fazer a mesma conta com dinheiro custando aproximadamente 25%. Essa diferença muda completamente a avaliação de um investimento. Um projeto que antes conseguia superar o custo de capital e gerar valor pode simplesmente deixar de ser economicamente viável, não porque o negócio tenha piorado, mas porque o custo para financiá-lo aumentou de forma muito significativa”, explica o CEO.

Esse efeito não se limita a novas fábricas, aquisições ou projetos de expansão. O custo maior do dinheiro também afeta capital de giro, estoque, antecipação de recebíveis, financiamento de fornecedores e refinanciamento de dívidas antigas. Com isso, uma parcela cada vez maior do caixa operacional pode passar a ser direcionada ao serviço da dívida em vez de financiar crescimento. Quanto mais tempo esse cenário permanece, maior é a possibilidade de uma pressão inicialmente financeira se transformar em uma restrição operacional, reduzindo a capacidade de investimento das companhias e aumentando a procura por alternativas de capital.

Mas, na avaliação de Mariz Taveira, entender o custo elevado do crédito exige olhar além da política monetária. A Selic permanece alta porque o Banco Central precisa controlar a inflação e manter as expectativas ancoradas, mas a política fiscal também influencia a trajetória dos juros. Déficits persistentes aumentam a necessidade de financiamento do governo e podem elevar o prêmio exigido pelos investidores, pressionando os juros longos e reduzindo o espaço para uma queda mais rápida da taxa básica. Para o economista, portanto, a discussão não deveria se limitar à taxa Selic, mas considerar também as condições fiscais que ajudam a determinar por quanto tempo o país precisa conviver com uma política monetária restritiva.

“A questão mais importante é entender por que o Brasil precisa conviver por tanto tempo com uma política monetária tão restritiva. A Selic elevada é necessária para combater a inflação e manter as expectativas ancoradas, mas não podemos olhar apenas para a política monetária. É aí que entra a política fiscal. Quando o governo opera persistentemente com déficits, aumenta sua necessidade de financiamento e eleva a quantidade de recursos que precisa captar no mercado, enquanto dúvidas sobre a trajetória da dívida podem aumentar o prêmio exigido pelos investidores”, afirma o economista.

Esse ambiente cria uma assimetria importante para a economia real. Enquanto o Estado consegue refinanciar continuamente sua dívida, emitindo novos títulos para financiar compromissos anteriores, empresas precisam gerar caixa para honrar suas obrigações e manter suas operações. Com a taxa média do crédito empresarial em 25,2% ao ano em maio de 2026, segundo os dados citados por Mariz Taveira, projetos de expansão que antes poderiam ser economicamente viáveis passam a competir com um custo de capital muito mais elevado. A consequência é uma economia em que o capital se torna mais caro justamente para quem precisa investir, produzir e gerar crescimento.

“O governo consegue captar pagando perto de 14% ao ano, enquanto a economia real precisa competir com esse retorno. Para uma empresa captar recursos, ela precisa pagar substancialmente mais, e empresas com pior rating, menos garantias, balanços mais frágeis ou menor escala podem enfrentar custos ainda maiores. Essa diferença acaba criando uma barreira para o investimento e faz com que o capital seja direcionado para onde o retorno ajustado ao risco parece mais interessante”, explica o CEO.

A dinâmica cria uma espécie de paradoxo. O Brasil passa a reunir um volume crescente de capital especializado em solucionar problemas financeiros, ao mesmo tempo em que milhões de empresas enfrentam dificuldades para acessar crédito e manter suas contas em dia. Isso não significa que o capital para expansão tenha desaparecido. Private equity continua sendo uma importante fonte de financiamento para empresas e projetos de crescimento, mas a mudança está na composição dos recursos disponíveis e, principalmente, na quantidade de capital que passou a enxergar valor em companhias que precisam ser reorganizadas.

A própria evolução dos fundos de special situations ajuda a dimensionar essa transformação. Segundo os dados apresentados pela Spectra, o número de gestoras com estratégias voltadas a situações especiais passou de cinco em 2015 para 57 em 2026. O movimento acompanha uma combinação de fatores que inclui juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito, aumento das reestruturações e maior oferta de ativos que precisam de uma solução financeira. Para os investidores, o cenário pode representar uma oportunidade, mas, para a economia, ele levanta uma pergunta mais incômoda: por que o mercado está encontrando tantas oportunidades justamente quando empresas estão em dificuldades?

A resposta passa pelo custo do dinheiro, pela capacidade das companhias de gerar caixa, pelo nível de endividamento e pelas condições de financiamento oferecidas pelo sistema financeiro. Mas também envolve uma discussão mais ampla sobre o ambiente econômico brasileiro e sobre o quanto o país consegue transformar capital disponível em investimento produtivo. Na avaliação do executivo, quando o custo do capital se mantém elevado por muito tempo, a economia passa a produzir uma situação em que o dinheiro continua disponível, mas deixa de chegar com a mesma facilidade aos projetos capazes de ampliar produção, gerar empregos e sustentar novas etapas de crescimento.

Esse problema se torna ainda mais evidente quando se observa o efeito da capitalização das dívidas. Uma obrigação de R$100 financiada a 25% ao ano chega a aproximadamente R$156 em dois anos e a R$195 em três anos, caso não haja amortização. Nesse processo, um problema inicialmente relacionado à liquidez pode se transformar em uma questão de solvência, pressionando empresas que continuam operacionalmente viáveis, mas passam a carregar uma estrutura de capital incompatível com sua capacidade de geração de caixa. É justamente nesse ponto que operações de reestruturação e special situations passam a ganhar relevância.

“Dívida tem uma característica particularmente cruel: ela capitaliza. O problema de liquidez de hoje rapidamente pode se transformar em problema de solvência amanhã. Uma empresa pode continuar tendo um negócio operacionalmente saudável, com mercado e capacidade de gerar caixa, mas, se o custo financeiro cresce mais rápido do que essa capacidade de geração, a estrutura de capital pode se tornar inviável. É nesse momento que a reestruturação deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ser necessária”, afirma o economista.

O ponto central, portanto, não é que empresas em dificuldade tenham deixado de ser oportunidades de investimento. Ao contrário. O mercado está mostrando que existe cada vez mais capital interessado em encontrá-las, comprá-las e reestruturá-las. Os fundos cumprem uma função relevante ao financiar empresas que perderam acesso às fontes tradicionais de capital, comprar ativos que precisam de liquidez e participar de processos de reorganização. O sinal de alerta, segundo Mariz Taveira, não está na existência desse mercado, mas na quantidade de situações de estresse que a economia passou a produzir.

“O problema não é o crescimento da indústria de special situations. O problema é que a economia está produzindo tantas special situations. Quando esse mercado cresce porque existem boas oportunidades de recuperação de valor, isso pode representar amadurecimento financeiro. Mas, quando o aumento das oportunidades acompanha uma deterioração das condições de financiamento das empresas, também precisamos enxergar esse movimento como um sinal do ambiente econômico”, afirma o executivo.

O cenário também ajuda a explicar por que o capital tem buscado alternativas aos investimentos tradicionais. Com a taxa livre de risco próxima de 14% ao ano, projetos empresariais que poderiam parecer atraentes em um ambiente de juros baixos passam a competir com alternativas de menor risco e maior liquidez. Segundo o economista, o capital tende a migrar para títulos públicos, estruturas com garantias e oportunidades de retorno produzidas justamente pelo estresse financeiro. Esse deslocamento reduz o apetite por projetos de prazo mais longo e ajuda a explicar por que o capital pode sair do crescimento e migrar para estruturas de crédito e recuperação.

“O capital se desloca, sai do equity e migra para crédito. Sai do crescimento e migra para estruturas com garantias. Sai de projetos de longo prazo e migra para títulos públicos ou oportunidades de retorno elevado produzidas justamente pelo estresse financeiro. É uma consequência natural quando o retorno oferecido por ativos de menor risco se torna suficientemente alto para competir com investimentos empresariais que carregam mais risco, iliquidez e prazo”, explica.

A comparação entre private equity e special situations, portanto, pode ser lida não apenas como um retrato da indústria de investimentos, mas também como um termômetro da economia. Para Mariz Taveira, a inversão pode indicar tanto o amadurecimento de uma nova classe de ativos quanto a dificuldade do ambiente brasileiro de produzir condições para que empresas saudáveis encontrem capital para crescer. O dado, nesse sentido, não deve ser interpretado apenas como uma oportunidade para os gestores, mas também como um reflexo das condições macroeconômicas que determinam onde o capital encontra melhores possibilidades de retorno.

“O dado da Spectra pode ser lido simplesmente como o amadurecimento de uma nova classe de ativos no Brasil. Provavelmente há parte disso. Mas também pode ser lido como um termômetro da economia. Quando temos mais capital preparado para resolver situações de estresse do que para financiar empresas promissoras, precisamos olhar para o que está produzindo essa demanda por reestruturação. O Brasil precisa urgentemente reconstruir uma trajetória fiscal crível porque, sem equilíbrio fiscal, será muito difícil produzir uma queda estrutural e sustentável das taxas de juros”, afirma o economista.

Para o executivo, a questão fiscal não se encerra na capacidade do governo de financiar sua própria dívida. O impacto chega à economia real à medida que juros estruturalmente elevados reduzem o espaço para investimentos, pressionam o emprego e a atividade econômica e dificultam a capacidade de pagamento de empresas e famílias. Por isso, a discussão sobre special situations acaba levando a uma questão mais ampla sobre as condições necessárias para que o capital volte a financiar crescimento de maneira mais consistente.

“Sem juros estruturalmente menores, a conta continuará aparecendo onde sempre aparece: no investimento, no emprego, na atividade econômica e na capacidade de pagamento de empresas e famílias. O mercado de special situations consegue encontrar oportunidades nesse ambiente, mas isso não elimina o problema que está na origem. Se queremos voltar a ter uma economia capaz de financiar crescimento de forma mais ampla, precisamos reconstruir as condições para que o custo de capital caia de maneira estrutural e sustentável”, conclui Taveira.

O sinal de alerta está em outra parte: quando a recuperação de empresas começa a atrair mais recursos disponíveis do que o financiamento de novos ciclos de crescimento, o fenômeno deixa de ser apenas uma oportunidade para fundos especializados e passa a ser um retrato do ambiente de negócios do país. Afinal, o capital continua existindo, mas a forma como ele está sendo direcionado revela as dificuldades que empresas e investidores enfrentam para transformar recursos disponíveis em expansão, investimento e crescimento econômico.

Compartilhe este artigo
.fn

FIDC NEWS

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado.

Ler todas as notícias

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique por dentro das últimas notícias

Ao clicar no botão Inscrever-se, você confirma que leu nossa Política de Privacidade.