Pular para o conteúdo
IBOV206.495-0.86%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026S&P 5007.757+0.58%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026NASDAQ26.703+1.05%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026DOW52.856+0.69%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026PETR4R$ 57,75-0.79%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026VALE3R$ 64,03-2.15%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026ITUB4R$ 48,90+0.20%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026MGLU3R$ 13,04-3.98%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026BBDC4R$ 20,65-0.15%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026BBAS3R$ 24,10-0.41%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026SANB11R$ 28,13-0.28%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026B3SA3R$ 23,51-0.84%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026ABEV3R$ 16,69-0.95%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026WEGE3R$ 45,21-7.34%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026ITSA4R$ 15,71-0.57%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026PRIO3R$ 71,31+0.08%preço de fechamento do pregão de 21 de outubro de 2026DÓLARR$ 5,04+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30EUROR$ 5,66+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30LIBRAR$ 6,74+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30YUANR$ 0,75+0.00%preço lido em 23/10/2026 às 18:30BITCOINR$ 405.303-1.36%preço lido em 23/10/2026 às 18:30ETHR$ 11.957-0.95%preço lido em 23/10/2026 às 18:30SOLR$ 517-1.26%preço lido em 23/10/2026 às 18:30XRPR$ 6,51-1.41%preço lido em 23/10/2026 às 18:30ADAR$ 1,07-0.49%preço lido em 23/10/2026 às 18:30

Fidcs & FundosCrédito privado

R$ 8,3 bilhões por mês: FIDCs aceleram rumo ao primeiro trilhão

FIDC NEWSFIDC NEWS 4 min de leituraSem comentários
R$ 8,3 bilhões por mês FIDCs aceleram rumo ao primeiro trilhão

As notícias de FIDCs e crédito estruturado, direto no seu e-mail.

Após crescer 36,5% em emissões e se aproximar da maior marca de sua história, setor enfrenta disputa mais intensa por bons recebíveis e maior cobrança sobre originação, precificação e monitoramento.

A indústria brasileira de FIDCs está prestes a cruzar uma marca inédita no mercado de capitais. O patrimônio líquido consolidado do setor chegou a aproximadamente R$ 960 bilhões em maio e deve superar R$ 1 trilhão até agosto. No mercado de capitais, os FIDCs também ganharam protagonismo: de janeiro a maio, as emissões somaram R$ 41,7 bilhões, alta de 36,5% sobre o mesmo período do ano passado, ficando atrás apenas das debêntures em volume captado. Se o ritmo de expansão projetado entre maio e agosto for mantido, o setor pode encerrar 2026 perto de R$ 1,05 trilhão em patrimônio líquido. O avanço confirma a consolidação dos fundos de direitos creditórios como uma das principais fontes de financiamento para empresas, mas também muda o centro da discussão. Depois de ganhar escala, o mercado começa a ser cobrado por algo mais difícil de medir do que volume: a qualidade das operações que entram nas carteiras.

Para especialistas, a nova fase dos FIDCs será marcada menos pela busca por captação e mais pela capacidade das gestoras de selecionar riscos em um ambiente competitivo, líquido e sofisticado. A Intra Asset, gestora especializada em crédito estruturado, acompanha esse movimento a partir de uma operação construída com foco em originação própria, análise de crédito e monitoramento contínuo. A casa alcançou R$ 4,3 bilhões em ativos sob gestão, crescimento de 57% em 12 meses, e soma mais de R$ 20 bilhões em operações originadas e liquidadas desde 2020. “O mercado brasileiro resolveu uma primeira etapa importante: hoje existe capital disponível e interesse crescente dos investidores por crédito privado. A nova discussão passa a ser a qualidade da originação, da estruturação e do acompanhamento dessas operações ao longo do tempo. Em crédito, o risco não está em crescer, está em crescer sem critério”, afirma Valdir Piran Jr., CEO da Intra Asset. 

O crescimento dos FIDCs ocorre em um momento em que empresas buscam alternativas ao crédito bancário tradicional e investidores procuram ativos ligados à economia real, com remuneração atrelada ao CDI e estruturas mais sofisticadas de proteção. Mas a entrada de mais capital também aumenta a concorrência por bons recebíveis e torna ainda mais importante a disciplina na seleção das operações. Na avaliação da Intra, a diferença entre uma operação estruturada e uma boa operação de crédito está na combinação entre fluxo de pagamento previsível, garantias adequadas, governança, histórico financeiro, capacidade de geração de caixa e leitura setorial. A gestora afirma recusar operações quando a estrutura não está clara, a empresa tem capacidade limitada de pagamento, apresenta baixa geração de caixa, possui pouco histórico, carrega alavancagem elevada ou oferece risco incompatível com o retorno esperado. “A concorrência por ativos tende a aumentar em um mercado mais líquido. Isso pode pressionar spreads e, em alguns casos, levar parte da indústria a aceitar riscos que não estão bem precificados. O papel de uma gestora especializada é ter disciplina para dizer não”, afirma Fernando Moreira, CIO da Intra Asset.

A consolidação dos FIDCs acima de R$ 1 trilhão deve tornar o setor mais relevante para empresas, investidores e reguladores, mas também mais exposto a comparações de qualidade entre gestores. O crescimento ocorre em um país que encerrou 2025 com 8,9 milhões de empresas inadimplentes, o maior patamar da série histórica, e R$ 213 bilhões em dívidas negativadas. O dado reforça que a expansão do crédito privado não pode ser analisada apenas pelo volume captado, mas pela capacidade de avaliar risco em um ambiente de maior pressão sobre o caixa das empresas. Nesse cenário, a análise inicial deixa de ser suficiente. O acompanhamento permanente das carteiras, com dados, tecnologia, governança e proximidade com os tomadores, passa a ser peça central para identificar sinais de deterioração antes que eles se transformem em perda. "O crédito não termina na aprovação. Monitorar uma carteira é acompanhar sinais antes que eles virem problema. À medida que o mercado de FIDCs cresce, a qualidade da originação e o acompanhamento das operações passam a ser diferenciais cada vez mais importantes. Crescer é positivo, mas crescer com disciplina é o que sustenta bons resultados no longo prazo”, diz Fernando Moreira, CIO da Intra Asset. 

Newsletter FIDC News

Não perca a próxima edição

As movimentações do mercado de FIDCs, securitização e recebíveis, com a análise do FIDC News, no seu e-mail.

Gratuita. Você cancela quando quiser. Veja a Política de Privacidade.

Compartilhe este artigo
FIDC NEWS

FIDC NEWS

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado. Nossas matérias devem ser entendidas como boletins informativos e divulgadores de insights setoriais, não configurando recomendação de investimento.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *