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IBOV175.710-0.51%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026S&P 5007.723+0.60%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026NASDAQ26.478+1.18%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026DOW52.378+0.03%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026PETR4R$ 52,79-2.02%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026VALE3R$ 63,00-2.14%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026ITUB4R$ 41,19-1.22%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026MGLU3R$ 5,75+8.49%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026BBDC4R$ 15,73-1.38%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026BBAS3R$ 17,38-0.52%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026SANB11R$ 25,87-1.63%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026B3SA3R$ 15,40+2.19%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026ABEV3R$ 15,57+1.30%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026WEGE3R$ 46,16+3.66%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026ITSA4R$ 13,33-0.45%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026PRIO3R$ 70,43-1.00%preço de fechamento do pregão de 27 de outubro de 2026DÓLARR$ 5,35+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00EUROR$ 5,96+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00LIBRAR$ 7,09+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00YUANR$ 0,80+0.00%preço lido em 29/10/2026 às 10:00BITCOINR$ 427.539-0.76%preço lido em 29/10/2026 às 10:00ETHR$ 12.404-0.65%preço lido em 29/10/2026 às 10:00SOLR$ 537-0.91%preço lido em 29/10/2026 às 10:00XRPR$ 6,89-1.92%preço lido em 29/10/2026 às 10:00ADAR$ 1,07-0.85%preço lido em 29/10/2026 às 10:00

NotíciasCrédito privado

BC estima 242 instituições abaixo do novo capital mínimo, 56 IPs e 53 SCDs

O Relatório de Estabilidade Financeira (REF) de outubro mostra que parte relevante de instituições de pagamento e sociedades de crédito direto ainda não alcança a nova régua de capital. O déficit é pequeno para o sistema, mas pode acelerar fusões, aquisições e a migração de fintechs para o modelo BaaS.

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, em foto de 2024. Foto: Agência Senado (CC BY 2.0)

Contexto: a régua de capital subiu

Em novembro de 2025, a Resolução Conjunta nº 14 elevou de forma substancial o capital social e o patrimônio exigidos de instituições não bancárias autorizadas pelo Banco Central. Entram nessa conta instituições de pagamento (IPs), sociedades de crédito direto (SCDs), sociedades de empréstimo entre pessoas (SEPs), corretoras, distribuidoras e administradoras de consórcio. A transição é gradual: os requisitos passaram a valer em julho de 2026 e se estendem até janeiro de 2028.

A mudança responde a um movimento conhecido do regulador. Nos últimos anos, o número de entidades de menor porte cresceu rapidamente, em especial no ecossistema de fintechs de crédito e pagamentos. Exigir mais capital eleva a capacidade de absorver perdas e reduz o risco de que falhas operacionais em instituições pequenas gerem efeitos sobre clientes e parceiros.

O que mudou: os números do REF

Com base nos níveis de capital de junho de 2026, o BC estima que 242 instituições financeiras e de pagamento podem ficar abaixo dos novos requerimentos individuais. Em dezembro de 2025, a projeção apontava 339 entidades. A queda, segundo o regulador, vem de aumentos de capital, transferências de controle e incorporações, sobretudo no curto prazo.

Entre as instituições de pagamento, 56 das 207 analisadas (27,1%) estariam desenquadradas, com deficiência somada de R$ 197,2 milhões, a maior entre os segmentos. Nas SCDs, são 53 das 142 (37,3%), com falta de R$ 108,1 milhões. Entre as SEPs, a proporção é a mais alta: 7 das 12 (58,3%). A lista inclui ainda 29 administradoras de consórcio, 28 DTVMs, 20 corretoras de câmbio e 20 cooperativas de crédito.

O déficit total é de cerca de R$ 584,5 milhões, o equivalente a 0,03% do patrimônio de referência do sistema. O REF destaca que as instituições afetadas têm pouca representatividade em ativos e que o capital agregado do sistema segue robusto. O próprio relatório indica que uma parcela relevante dessas instituições poderá precisar de reforço de capital ou de outros ajustes para atingir os mínimos exigidos. O documento também cita dois fatores que afetam o capital em 2026: um novo cronograma de realização de ativos fiscais diferidos e uma nova metodologia de cálculo do capital mínimo.

O elo com o mercado de FIDCs

O relatório também trata do mercado de crédito estruturado. O BC afirma que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) e os certificados de recebíveis seguem em expansão, mas que lacunas de informação ainda dificultam a mensuração dos riscos. O estoque de FIDCs chegou a R$ 608 bilhões em junho, alta de 22,3% em 12 meses. A autoridade monetária diz que mantém diálogo com a CVM sobre a regulação do segmento.

Para gestores, administradores e originadores, o recado é de atenção. Muitas fintechs de crédito são originadoras e cedentes de carteiras para FIDCs. Se uma instituição não atinge o capital exigido, pode ser forçada a se capitalizar, a ser incorporada ou a mudar o modelo de operação. Isso afeta a oferta de recebíveis e a estrutura de contrapartes dos fundos, o que torna a análise da solidez do originador ainda mais relevante na diligência.

Análise: o BaaS como saída

Segundo a reportagem do Mundo das Fintechs, o mercado vê o Banking as a Service (BaaS) como o caminho natural para quem não alcançar o capital exigido. No modelo, uma instituição já autorizada executa a parte regulada da operação, enquanto a fintech mantém a marca e o relacionamento com o cliente. Executivos ouvidos pelo Finsiders Brasil defenderam essa alternativa, e a Associação Brasileira de BaaS (ABBaaS) projeta menos empresas sob fiscalização direta do BC e mais marcas operando por meio de parceiros.

A leitura de mercado é de que a nova régua abre duas frentes: fintechs de nicho que migram para o BaaS e compradores com caixa que absorvem carteiras e licenças de quem não deve chegar a 2028. Para o investidor em crédito privado, a consequência prática é um ecossistema mais concentrado e com mais camadas de responsabilidade entre quem origina, quem autoriza e quem investe.

Perspectivas: o que monitorar

O primeiro ponto de atenção é a trajetória das projeções. A queda de 339 para 242 entidades indica que o ajuste está em curso, mas o cronograma vai até janeiro de 2028, e novos aportes, vendas de controle e incorporações devem continuar. O segundo é a evolução da regulação de FIDCs e certificados de recebíveis, cujos dados incompletos o BC já sinalizou como obstáculo à avaliação de risco.

Para quem opera com originadores de menor porte, vale acompanhar a situação de capital das contrapartes, a existência de planos de recomposição e a possibilidade de mudança de modelo para BaaS, que altera responsabilidades contratuais e a forma de monitorar a carteira cedida.


Fonte: Banco Central (Relatório de Estabilidade Financeira, out/2026)

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