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Liqi lança o Agente Marcos, inteligência artificial que acompanha, processo a processo, a carteira judicial dos FIDCs sob a nova regra do CMN
Criado com a tecnologia do Tomé, o agente coleta os andamentos, lê os autos com prova, avisa quando um fato novo muda o valor de um crédito e mostra o motivo de cada mudança de preço. A partir de 4 de janeiro, os fundos que carregam créditos judiciais terão de precificá-los por método verificável e divulgar a carteira todo mês.

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Foto: Divulgação
São Paulo, outubro de 2026: a Liqi, empresa de infraestrutura para o mercado de capitais que tem Itaú BBA, Oliveira Trust, Galapagos Capital e Pátria Investimentos entre os sócios, lança o Agente Marcos. É uma plataforma com inteligência artificial para gestoras, administradoras e auditores de FIDCs com créditos em discussão judicial. Ela acompanha cada processo da carteira, registra o que mudou nos autos e recalcula o valor de cada crédito com a prova da mudança.
O Marcos nasce do Tomé, o agente da Liqi que lê os documentos que fundos e emissores entregam à CVM e já respondeu mais de 30 mil perguntas desde julho. Do Tomé, o Marcos herda o motor de leitura com IA, que aponta a página e o trecho de onde tirou cada informação, e a regra de só afirmar o que leu. Herda também o mapa do mercado que levou à sua criação.
A regra que criou a demanda
Em 24 de setembro, o Conselho Monetário Nacional publicou a Resolução CMN 5.343, que altera as regras dos FIDCs. Desde 13 de outubro, esses fundos não podem aplicar, direta ou indiretamente, em direitos de ações judiciais e arbitrais que ainda não tenham decisão definitiva. Isso inclui os casos sem trânsito em julgado, sem liquidação ou com prazo de embargos em aberto.
O estoque que já está nos fundos não precisa ser vendido, mas passa a ter regras próprias a partir de 4 de janeiro de 2027. A precificação tem de seguir metodologia passível de verificação independente, sem se apoiar só em premissas internas. Cada crédito precisa ser reavaliado a cada fato processual relevante. A auditoria independente verifica esse trabalho, e o fundo tem de divulgar a carteira todo mês, de forma estruturada e processo a processo.
13/10/2026 - Vedação a novas aplicações em direitos judiciais sem decisão definitiva (art. 1º-A).
04/01/2027 - Estoque com precificação verificável, reavaliação por fato processual, auditoria e divulgação mensal (art. 1º-B).
No dia seguinte à publicação da resolução, o Tomé cruzou as carteiras e os regulamentos que os FIDCs entregam à CVM. Hoje esse mapa marca 543 fundos com exposição a direitos de origem judicial. Em 229 deles, as carteiras somam R$ 26,4 bilhões em ações judiciais. É desse universo que sai o estoque alcançado pela nova regra. Os precatórios desses fundos, outros R$ 34,1 bilhões, em regra já têm decisão definitiva e ficam fora da vedação. A exposição de motivos da resolução (Voto CMN 73/2026) também deixa fora a cobrança judicial de um crédito comum que ficou inadimplido.
O que muda no dia a dia do fundo
Uma carteira judicial pode ter milhares de processos espalhados por dezenas de tribunais. Em muitos fundos, ela é acompanhada em planilha, atualizada por escritórios e revisada à mão. A regra nova pede o que a planilha não entrega:
Perceber o fato relevante no dia. Uma penhora ou uma sentença num processo entre milhares pede reavaliação do crédito na hora, não no fechamento do mês.
Motivo para cada mudança de preço. Se um crédito subiu ou caiu, é preciso apontar o fato nos autos que explica a mudança, com data.
Classificação crédito a crédito. É preciso separar o que ainda está em discussão do que já é definitivo e registrar a regra usada em cada caso.
Um caminho que o auditor consiga refazer. Do número no relatório até o documento do juízo que o sustenta.
Saber o que não foi lido. Processo em segredo de justiça ou tribunal fora do ar não pode passar por "sem novidade".
Comparar o método novo com a marcação de hoje. Antes de adotar uma régua, o comitê precisa ver, em reais, onde ela marca acima e onde marca abaixo do valor que o fundo usa.
relatório mensal, processo a processo, sem refazer o trabalho todo mês.
Quem começar agora chega a janeiro com o histórico de cada crédito organizado mês a mês, qualquer que seja o formato de divulgação exigido.
“Quando o CMN publicou a regra, o Tomé mapeou em um dia os fundos alcançados. O passo seguinte era claro: esses fundos vão ter de mostrar, todo mês e processo a processo, por que cada crédito vale o que vale. O Marcos faz esse trabalho com a mesma disciplina do Tomé: só afirma o que leu nos autos e mostra onde leu.”
Daniel Coquieri, CEO da Liqi
Como o Marcos funciona
A carteira entra pela planilha que a administradora já envia, sem integração de sistemas. O Marcos liga cada crédito ao seu processo e, todo dia, coleta os movimentos e as publicações nas fontes públicas do Judiciário. A IA lê as publicações e aponta o trecho, mas o evento só vale depois que o trecho é conferido. Se a leitura deixa dúvida, o evento vai para uma fila de pendências e não mexe no preço até alguém da equipe do fundo confirmar. Processo em segredo de justiça ou fora das fontes públicas entra pelo envio dos autos em PDF, e o tribunal que não respondeu aparece como falha de leitura, separado do processo que está sem andamento novo.
Quando um fato novo, como uma penhora ou uma sentença, muda um crédito, o gestor recebe um alerta com a prova e o efeito: fase, faixa de risco e valor antes e depois. Uma mudança que atinge muitos créditos de uma vez gera um alerta só, com a lista.
Fase do processo, patrimônio do devedor e cobrança viram um score, uma faixa de risco e o valor de cada crédito, calculados pela régua do gestor. A régua muda por proposta, com prévia na carteira, e só entra em vigor quando outro gestor aprova; a versão nova não reescreve o passado. O painel do fundo compara, faixa a faixa e em reais, o valor da régua com a marcação que o fundo usa hoje. Cada crédito é enquadrado na Resolução 5.343 com a regra que decidiu. No fim do mês, o gestor fecha a competência: a carteira fica congelada com a versão da régua, e o acompanhamento mostra o que subiu, o que caiu e o motivo de cada mudança.
A equipe também pode perguntar ao Marcos em português, por exemplo por que um crédito caiu, e recebe o motivo com a prova e o link para o evento. Os números vêm dos dados do fundo; a IA não calcula valor. Gestor, analista, administradora, auditor e cotista entram com acesso próprio, cada um com os fundos que pode ver.
Os dados dos devedores seguem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). CPF e CNPJ não vão para a IA, que recebe só marcadores, e cada empresa vê apenas os próprios fundos. O módulo de patrimônio, a base de cobrança própria, o pacote de arquivos para o auditor e a API para os sistemas da administradora estão em desenvolvimento; até lá, patrimônio e cobrança entram pelos campos da planilha.
O nome faz referência aos marcos de cada processo, como citação, sentença, embargos e penhora. São esses marcos que mudam o valor de um crédito judicial, e é deles que o agente cuida.
“Para o auditor, a pergunta vai ser simples: de onde saiu esse número? A resposta tem de estar nos autos, com data e página. É esse caminho que o Marcos deixa pronto.”
Olavo Meyer, diretor de operações da Liqi
“A regra não obriga ninguém a vender a carteira. Obriga a saber, crédito a crédito, o que se tem. Quem souber vai precificar melhor e recuperar mais.”
Daniel Coquieri, CEO da Liqi
Disponibilidade
O Agente Marcos está em fase de testes e abre agora a agenda de demonstrações para gestoras, administradoras, auditores e investidores de FIDCs. Pelo site, o interessado pode agendar uma demonstração ou pedir um teste com três processos públicos do próprio fundo. As telas do produto estão em agentemarcos.com.br/funcionalidades.
Sobre a Liqi
Fundada em 2021, a Liqi é uma empresa de infraestrutura para o mercado de capitais. Ela usa tokenização em blockchain e inteligência artificial para estruturar, distribuir, liquidar e acompanhar operações de crédito, e sua securitizadora é registrada na CVM. Desde 2021, o grupo estruturou mais de R$ 4,6 bilhões em operações tokenizadas, em volume acumulado de emissão. Em janeiro de 2026, lançou a BRLD, stablecoin em reais para uso institucional. Em julho de 2026, colocou no ar o Tomé e, em outubro, o Agente Marcos. Tem Itaú BBA, Oliveira Trust, Galapagos Capital e Pátria Investimentos entre os sócios. www.liqi.com.br
Informações para a imprensa: contato@liqi.com.br
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