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IBOV176.608-13.88%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026S&P 5007.677+0.70%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026NASDAQ26.169+0.82%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026DOW52.362+0.28%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026PETR4R$ 53,88-8.18%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026VALE3R$ 64,38+4.01%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026ITUB4R$ 41,70-13.66%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026MGLU3R$ 5,30-58.23%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026BBDC4R$ 15,95-21.70%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026BBAS3R$ 17,47-29.33%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026SANB11R$ 26,30-4.47%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026B3SA3R$ 15,07-36.28%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026ABEV3R$ 15,37-7.85%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026WEGE3R$ 44,53+4.21%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026ITSA4R$ 13,39-12.54%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026PRIO3R$ 71,14-3.60%preço de fechamento do pregão de 26 de outubro de 2026DÓLARR$ 5,43+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00EUROR$ 6,07+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00LIBRAR$ 7,24+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00YUANR$ 0,74+0.00%preço lido em 27/10/2026 às 16:00BITCOINR$ 430.459-0.53%preço lido em 27/10/2026 às 16:00ETHR$ 12.516-0.04%preço lido em 27/10/2026 às 16:00SOLR$ 539-0.82%preço lido em 27/10/2026 às 16:00XRPR$ 7,07+0.94%preço lido em 27/10/2026 às 16:00ADAR$ 1,10-1.34%preço lido em 27/10/2026 às 16:00

Conteúdo patrocinado por Liqi

Coluna

Fidcs & FundosTecnologiaCrédito privado

O que 28 mil perguntas mostram sobre a informação de FIDC

Em julho, colocamos no ar o Tomé, um agente de inteligência artificial que lê os documentos públicos do mercado de capitais e responde com a fonte de cada número.

Daniel CoquieriColunistaDaniel Coquieri 5 min de leituraSem comentários

As notícias de FIDCs e crédito estruturado, direto no seu e-mail.

Por Daniel Coquieri, CEO da Liqi

Três meses depois, ele passou de 28 mil perguntas respondidas, feitas por profissionais de cerca de 150 empresas. Quero usar este espaço para contar o que essas perguntas mostram, porque elas dizem mais sobre o mercado de FIDC do que sobre o Tomé.

Dados públicos ainda exigem dias para serem cruzados

Quase nada do que o mercado pergunta ao Tomé é informação reservada. Está tudo entregue à CVM: o informe mensal, o regulamento, a ata da assembleia, o parecer do auditor, o relatório do agente fiduciário. O que falta é juntar.

Uma pergunta que recebemos com frequência: quais fundos tiveram parecer de auditoria com ressalva, e o que exatamente o auditor escreveu. A resposta está em documentos públicos, espalhada por milhares de PDFs. Outra: quais regulamentos de FIDC têm cláusula de sobre colateralização ou de coobrigação, com a passagem literal e a página. Também é tudo público. Ninguém deixa de fazer esse levantamento por falta de acesso. Deixa porque ele custa dias de um analista.

Para dar a dimensão: só de FIDC, são os informes mensais de 6,4 mil fundos desde 2013. Somando regulamentos, atas, pareceres, escrituras e o que as securitizadoras publicam nos próprios portais, o Tomé já leu mais de 9 milhões de páginas.

Mais de 30 mil informes já foram corrigidos

Foi o dado que mais me chamou a atenção. Mais de 30 mil informes da nossa base foram reapresentados ou corrigidos depois da primeira entrega. Quem leu a primeira versão e não voltou ao documento trabalha com um número que o próprio administrador já trocou.

Para quem acompanha uma carteira, estar atualizado inclui conferir se o informe do mês anterior continua valendo, porque a correção pode chegar semanas depois da primeira entrega. Por isso o Tomé guarda as versões e compara uma com a outra, e informa sempre a competência e a data do documento de onde tirou cada dado.

Nova regra amplia o monitoramento dos FIDCs

A resolução do CMN de 24 de setembro mostra por que isso passou a ser rotina. A partir de 13 de outubro, FIDCs não podem mais aplicar em créditos de ações judiciais e arbitrais ainda sem decisão definitiva. A partir de janeiro, quem já os carrega terá de precificá-los por método verificável, reavaliá-los a cada fato processual relevante e divulgá-los mês a mês, processo a processo.

No dia seguinte à decisão, o Tomé varreu as carteiras declaradas à CVM e encontrou mais de 400 fundos com mais de R$ 60 bilhões em créditos de origem judicial, levantamento que a FIDC News publicou. Para gestores e administradores desses fundos, a leitura deixa de ser pontual: será preciso saber, fundo a fundo, o que está na carteira, o que o regulamento permite, o que o auditor já disse sobre a precificação e o que mudou a cada novo documento.

Some a isso o anúncio da CVM, em setembro, de que vai supervisionar o mercado com inteligência artificial ainda em 2026. O que administradores e gestores entregam ao regulador vai ser lido por máquina, documento a documento.

Tomé mostra a fonte e deixa a análise para o usuário

É a pergunta que mais me fazem sobre ele. O Tomé não dá nota a fundo, não diz se um FIDC é bom ou ruim e não recomenda investimento. Quando alguém pede, ele recusa. O que ele faz é mostrar o que foi declarado, o que mudou depois e o que não fecha, sempre com o documento de origem. Quando não encontra um dado, diz que não leu aquele documento, em vez de tratar a ausência como resposta.

“O Tomé não está ali para dizer se um fundo é bom. Está ali para mostrar o que o documento diz, de onde veio cada número e o que mudou desde a última versão. A decisão continua com quem lê.”

A escolha tem um motivo regulatório, e tem outro prático. A mesma informação de um FIDC é lida pelo gestor, pelo administrador, pelo custodiante, pelo auditor e pelo cotista, cada um com uma pergunta diferente. Entregar a fonte e deixar a conclusão com quem lê é o que permite que todos usem a mesma resposta.

Da leitura dos documentos à infraestrutura de dados

Quanto custa saber, todos os dias, o que mudou em cada fundo, CRI ou debênture que uma mesa acompanha? Na maior parte do mercado, a resposta ainda é uma equipe inteira lendo PDF.

O Tomé segue gratuito para quem pergunta, com limite diário de perguntas. Mas, para que ele respondesse, tivemos de construir uma coisa que o mercado brasileiro não tinha nesse formato: uma base de dados do mercado de capitais feita a partir da leitura dos próprios documentos, e não de planilhas compradas de fornecedores. Cada registro traz a fonte de onde saiu e, quando vem de um documento, a página.

“Para o Tomé responder, precisamos ler o mercado inteiro, documento por documento. Essa leitura virou uma base que nenhuma instituição precisa montar sozinha, e é ela que estamos colocando à disposição de bancos, gestoras e prestadores de serviço.”

O passo seguinte são agentes que acompanham o que precisa acontecer, como pagamento, assembleia e entrega de informe, e avisam quando algo não fecha. Na Liqi, já trabalhamos assim na nossa própria operação, da securitização ao financeiro, com 17 agentes de IA.

“Depois da regra dos créditos judiciais, todo gestor e administrador vai precisar acompanhar a própria carteira documento a documento, todo mês. É esse trabalho que uma camada de leitura como a do Tomé faz.”

Quem quiser testar pode fazer a primeira pergunta sobre qualquer FIDC em agentetome.com. As soluções para empresas estão em agentetome.com/enterprise.

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Daniel Coquieri

Colunista

Daniel Coquieri

Daniel Coquieri é CEO da Liqi, empresa de infraestrutura para o mercado de capitais que une tokenização em blockchain e inteligência artificial para estruturar, distribuir, liquidar e acompanhar operações de crédito.

As opiniões deste texto são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a posição do Fidc News.

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