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FIDC da Ouro Preto acumula 424% desde 2012 e mira R$ 1,5 bi em 2026

.fnFIDC NEWS 08/07/20263 min de leituraSem comentários
FIDC da Ouro Preto acumula 424% desde 2012 e mira R$ 1,5 bi em 2026
FIDC da Ouro Preto acumula 424% desde 2012 e mira R$ 1,5 bi em 2026

O FIC FIDC (Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) da Ouro Preto Investimentos ultrapassou R$ 1 bilhão em patrimônio líquido em 2026 e projeta chegar a R$ 1,5 bilhão até o fim do ano, sustentado por um histórico de retorno consistente que já soma 424% desde a criação do produto, em junho de 2012.

Contexto: o crédito privado em expansão

O mercado de crédito privado brasileiro viveu, nos últimos 12 meses, um dos períodos mais dinâmicos desde a criação dos FIDCs e dos fundos híbridos que investem nessa classe de ativos. A combinação de maior abertura regulatória, entrada de novos investidores e migração de parte do crédito do sistema bancário tradicional para estruturas de mercado elevou a procura por estratégias lastreadas em recebíveis.

Esse movimento não ficou restrito a um produto isolado. A própria indústria de FIDCs encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento expressivo, tanto em volume quanto em número de operações. O aumento do estoque de recebíveis no país, somado ao avanço de fundos mais acessíveis, criou um ambiente favorável para estratégias que combinam risco controlado, monitoramento em tempo real e diversificação setorial.

O que mudou: patrimônio em alta e retorno acima do CDI

Dentro desse cenário, o FIC FIDC da Ouro Preto ampliou de forma consistente sua base de cotistas e seu patrimônio líquido, com aceleração relevante entre maio e agosto de 2025, período em que o fundo passou a figurar entre as principais captações da gestora.

Os números do produto reforçam essa trajetória. Em 2025, o fundo encerrou o ano com rentabilidade de 16,71%, equivalente a 116,72% do CDI. Na janela de 12 meses, o desempenho segue na mesma linha, com retorno de 17,38%, ou 123% do CDI. Desde o início da estratégia, em junho de 2012, o retorno acumulado chega a 424%, contra 258% do CDI no mesmo período, com volatilidade anualizada de apenas 0,05%.

Na prática, o produto funciona como um fundo de fundos: aloca recursos em cotas de outros FIDCs, o que amplia a diversificação e a eficiência na gestão de risco. O objetivo declarado da gestora é gerar retornos recorrentes superiores a 100% do CDI, por meio de gestão ativa e seleção criteriosa de estratégias lastreadas em recebíveis. O produto é destinado a investidores qualificados.

Análise: disciplina de crédito como diferencial

Para a gestora, o resultado de 2025 confirma a maturidade do processo de seleção de crédito da casa. "O desempenho em 2025 de retorno acima do CDI seguiu com regularidade, não apenas com picos isolados. Isso mostra que a estratégia é sólida, que o processo de seleção de crédito está maduro e que existe espaço para crescer sem perder disciplina", afirma Leandro Turaça, sócio gestor da Ouro Preto Investimentos.

Turaça também relaciona o crescimento do fundo a uma mudança de comportamento do investidor brasileiro diante da desaceleração do crédito bancário tradicional. "Existe um amadurecimento claro na forma como o investidor enxerga produtos ligados a recebíveis. Ele entende o risco, acompanha a estrutura e valoriza consistência. Isso explica por que fundos como o nosso conseguiram capturar esse fluxo com tanta rapidez", afirma o gestor.

Perspectivas: caminho até R$ 1,5 bilhão

Com o desempenho de 2025 já incorporado à trajetória do fundo, a Ouro Preto projeta encerrar 2026 com patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão, o que representaria um salto de 50% em relação à marca já superada neste ano. A meta está apoiada na ampliação do alcance da estratégia em novas plataformas de distribuição, o que tende a manter o ritmo de captação observado desde 2025.

O caso da Ouro Preto ilustra um movimento mais amplo do setor: gestoras com histórico consolidado em crédito privado tendem a se beneficiar primeiro da migração de capital para fora do sistema bancário tradicional, especialmente em um ambiente de juros ainda elevados. Para o mercado, o ponto de atenção segue sendo a manutenção da qualidade de originação e da governança de crédito à medida que o patrimônio sob gestão cresce.


Fonte: ND Mais (ndmais.com.br), matéria publicada em 04/07/2026

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