Crédito com garantia de imóvel cresce 115% entre empresários e vira alternativa para expansão de negócios
Dados de contratos firmados pela FlowCredi no 1º semestre de 2026 mostram que empreendedores já respondem por 32,1% das operações da modalidade.

A participação de empreendedores nas operações de crédito com garantia de imóvel (CGI) mais que dobrou em seis meses, passando de 14,9% no segundo semestre de 2025 para 32,1% no primeiro semestre de 2026, um crescimento de aproximadamente 115%. O levantamento considera contratos firmados pela FlowCredi, marketplace especializado em crédito com garantia.
Segundo Bruno Gama, CEO da FlowCredi, o dado pode refletir uma mudança na forma como muitos empreendedores estruturam o crescimento das empresas. “Cada vez mais empresários enxergam o patrimônio imobiliário como uma forma de acessar capital com menor custo para investir no próprio negócio. Em vez de recorrer apenas às linhas tradicionais de crédito, eles utilizam o imóvel como garantia para financiar expansão, compra de equipamentos, abertura de novas unidades ou reforço do capital de giro”, afirma.
Para Gama, esse movimento também reflete a busca de empreendedores por alternativas de acesso a capital que permitam financiar o crescimento sem diluir sua participação na empresa, como acontece nas rodadas de venture capital.
Perfil dos contratantes
O levantamento mostra também que o crédito com garantia de imóvel é contratado principalmente por empreendedores em fase de consolidação patrimonial. A faixa entre 36 e 55 anos concentra 63,7% das operações.
Para Gama, o perfil é compatível com as características da modalidade. “É natural que a maior parte dos contratos esteja concentrada entre pessoas que já constituíram patrimônio imobiliário e passam a utilizá-lo de forma estratégica para financiar seus negócios”, argumenta.
Sul e Sudeste concentram mais de 80% das operações
O levantamento da fintech aponta que o mercado ainda apresenta forte concentração regional. Sul e Sudeste respondem por 81,6% das operações realizadas no primeiro semestre de 2026, sendo São Paulo responsável sozinho por 48,2% do total.
Na sequência aparecem Minas Gerais (8,1%), Rio de Janeiro (6,4%), Paraná (6,4%), Santa Catarina (6,4%) e Rio Grande do Sul (5,8%). Fora desse eixo, Mato Grosso do Sul lidera a participação com 3% das operações, seguido por Goiás (2,8%), Bahia (2,8%) e Distrito Federal (1,8%).
Segundo o CEO da FlowCredi, a concentração está ligada às características do próprio mercado. “O crédito com garantia de imóvel depende tanto da existência de patrimônio quanto da liquidez desse patrimônio. Estados com imóveis mais valorizados, maior renda e maior presença das instituições financeiras tendem a concentrar mais operações. À medida que a modalidade se populariza, a expectativa é que essa distribuição se torne mais equilibrada futuramente”, conclui.
FIDC NEWS
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