Pular para o conteúdo
IBOV204.302-0.74%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026S&P 5007.802-0.22%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026NASDAQ27.539-0.22%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026DOW51.180-0.66%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026PETR4R$ 54,33+0.95%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026VALE3R$ 68,75-2.30%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026ITUB4R$ 49,11-2.66%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026MGLU3R$ 9,71+5.09%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026BBDC4R$ 21,96-3.68%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026BBAS3R$ 24,18-1.87%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026SANB11R$ 29,46-1.01%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026B3SA3R$ 22,33-1.54%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026ABEV3R$ 15,97-1.72%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026WEGE3R$ 51,27+1.02%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026ITSA4R$ 16,00-3.26%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026PRIO3R$ 62,61+0.90%preço de fechamento do pregão de 07 de outubro de 2026DÓLARR$ 5,02+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00EUROR$ 5,62+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00LIBRAR$ 6,63+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00YUANR$ 0,75+0.00%preço lido em 09/10/2026 às 19:00BITCOINR$ 411.409+0.43%preço lido em 09/10/2026 às 19:00ETHR$ 12.384-0.38%preço lido em 09/10/2026 às 19:00SOLR$ 543-2.08%preço lido em 09/10/2026 às 19:00XRPR$ 6,94+0.61%preço lido em 09/10/2026 às 19:00ADAR$ 1,20+2.55%preço lido em 09/10/2026 às 19:00

MercadoNotícias

Governo zera tributos federais da gasolina e amplia subsídios a combustíveis por 30 dias

Às vésperas do segundo turno, o pacote de R$ 5,2 bilhões alivia o custo das cadeias que mais cedem crédito ao mercado, mas aumenta a dúvida sobre as contas públicas.

FIDC NEWSFIDC NEWS 4 min de leituraSem comentários

As notícias de FIDCs e crédito estruturado, direto no seu e-mail.

Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

Com o Brent acima de US$ 100 e a 16 dias do segundo turno, a equipe econômica anunciou nesta sexta-feira (9) a ampliação dos benefícios para gasolina, etanol e diesel importado. Para o mercado de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), a medida traz um alívio de curto prazo para cedentes ligados a transporte e agronegócio. Ao mesmo tempo, adiciona incerteza fiscal e inflacionária à precificação das cotas.

Um choque de petróleo que já dura meses

O governo vem subsidiando combustíveis desde o início do conflito envolvendo o Irã, neste ano, para amortecer a alta do petróleo. O Brent era negociado perto de US$ 104 no início da tarde desta sexta. Antes da guerra, estava em torno de US$ 70. As margens internacionais de refino também subiram e pressionam os preços na bomba.

Os benefícios para gasolina e etanol venciam nesta sexta e passam por revisão mensal, segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O anúncio foi feito por ele e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O que muda em cada combustível

Na gasolina, a redução de tributos sobe de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro. Com isso, as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis ficam zeradas por 30 dias, com possibilidade de revisão ou prorrogação. O custo estimado é de R$ 2,4 bilhões por mês.

No etanol, a desoneração de R$ 0,19 por litro continua. O subsídio aos produtores de etanol hidratado, criado para preservar a vantagem de preço do biocombustível sobre a gasolina, sobe de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.

No diesel importado, entra um subsídio adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 já previstos. O reforço custa cerca de R$ 1,6 bilhão em 30 dias.

Ao todo, as novas medidas custam R$ 5,2 bilhões em 30 dias, cerca de R$ 2,7 bilhões a mais do que os subsídios já em vigor, segundo a Forbes Brasil. Para financiar o pacote, o governo abriu crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões para o Ministério de Minas e Energia por meio da Medida Provisória 1.395, publicada no Diário Oficial da União. Desse total, R$ 6,17 bilhões vão para o diesel rodoviário e R$ 1,35 bilhão para outros derivados, com repasse à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

“Estamos zerando os tributos federais da gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as condições”, afirmou Moretti. Segundo o Ministério do Planejamento, a renúncia com gasolina e etanol será compensada por receitas extraordinárias da União com petróleo, como tributos, royalties e dividendos, para manter a neutralidade fiscal. A exportação de petróleo continua taxada “por enquanto”, segundo o ministro.

O que a medida significa para os FIDCs

O lado positivo aparece primeiro na carteira. Transporte rodoviário, logística e agronegócio estão entre os maiores originadores de recebíveis cedidos a FIDCs, como duplicatas de frete, CPRs (Cédulas de Produto Rural) e recebíveis de distribuidoras e postos. Diesel importado mais barato e gasolina sem tributos federais reduzem a pressão sobre o caixa desses cedentes e de seus sacados. No curto prazo, isso diminui o risco de atraso e a necessidade de reforço de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos). O aumento do subsídio ao etanol hidratado também ajuda as usinas sucroenergéticas, segmento com presença relevante em fundos do agronegócio.

O ponto de atenção é o prazo. São 30 dias, renovados mês a mês, num ambiente eleitoral. Para quem analisa cedentes muito sensíveis a combustível, o alívio não deve entrar como premissa estrutural na análise de crédito. Se o benefício não for renovado, o custo volta de uma vez.

O segundo risco é fiscal. A neutralidade prometida depende de o petróleo continuar caro. Se o Brent recuar, cai a receita extraordinária que deveria cobrir a renúncia, e o subsídio passa a pesar no Orçamento. Qualquer aumento na percepção de risco fiscal costuma ir para a curva de juros, com efeito direto na marcação a mercado de cotas sênior prefixadas ou atreladas ao IPCA e no custo de captação de novas emissões.

Também há o efeito sobre a inflação. Combustível mais barato na bomba segura o IPCA no curto prazo, mas um alívio temporário não muda as expectativas de forma duradoura. Para o investidor de cotas ligadas ao CDI, o cenário de juros fica mais difícil de prever, porque o Banco Central tende a olhar além de medidas com prazo de validade.

O que monitorar a partir de agora

Os próximos marcos são o segundo turno, em 25 de outubro, e a revisão das medidas no início de novembro, quando vence o prazo de 30 dias. A trajetória do Brent decide tanto a pressão sobre os preços quanto a capacidade do governo de bancar os subsídios sem afetar a meta fiscal.

Para gestores e investidores de FIDC, o momento pede stress tests de carteiras expostas a frete, distribuição de combustíveis e agronegócio no cenário em que os benefícios acabam, e atenção ao comportamento da curva de juros nas próximas semanas.


Fontes: O Globo - Economia

Newsletter FIDC News

Não perca a próxima edição

As movimentações do mercado de FIDCs, securitização e recebíveis, com a análise do FIDC News, no seu e-mail.

Gratuita. Você cancela quando quiser. Veja a Política de Privacidade.

Compartilhe este artigo
FIDC NEWS

FIDC NEWS

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado. Nossas matérias devem ser entendidas como boletins informativos e divulgadores de insights setoriais, não configurando recomendação de investimento.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *