FIDC catarinense cresce 711% e mira R$ 2,4 bi fora do eixo RJ-SP

Crédito fotos: DIVULGAÇÃO/SP CAPITAL
Ao rejeitar o modelo de "crédito de emergência" e adotar inteligência setorial, SP CAPITAL consolida expansão no mercado B2B, triplica investimentos em tecnologia e mira liderança nacional até 2030.
Enquanto os maiores players de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) concentram suas disputas de volume no eixo Sudeste, uma gestora sediada no Litoral Norte de Santa Catarina vem desenhando um crescimento exponencial no Sul do país operando sob uma tese radical de diferenciação. Sem focar na competição direta por margens com as maiores instituições do país, a SP CAPITAL registrou um salto de 711,53% em suas operações nos últimos dois anos.
A casa, sediada em Itapema (SC), fechou o balanço consolidado com R$ 1,07 bilhão em volume operado, recursos direcionados integralmente ao fomento de pequenas e médias empresas (PMEs) com faturamento mensal acima de R$ 1 milhão. Para o ciclo de 2026, o planejamento estratégico nacionaliza de vez a operação da gestora, que projeta mais do que dobrar o tamanho da carteira, fixando a meta de atingir R$ 2,43 bilhões em operações estruturadas.
Crédito sob medida: capital como ferramenta, não como fim
O diferencial por trás do avanço de três dígitos da gestora catarinense está no seu reposicionamento institucional, materializado em sua nova campanha voltada à inteligência estratégica. A tese da casa defende que o capital é apenas uma ferramenta; a verdadeira força está no crédito adequado acompanhado por uma visão consultiva de cada ciclo de negócio.
"O principal motivo estratégico do nosso posicionamento é criar uma diferenciação clara perante a concorrência. Muitos no mercado vendem apenas 'dinheiro'. Nós vendemos o que o empresário pode fazer com esse recurso", explica Luís Carlos Schneider, diretor-presidente e porta-voz da instituição. "Promovemos um processo de educação de mercado para que o FIDC seja visto como alavancagem de governança, e não como uma solução para empresas em crise. Inclusive, companhias em dificuldades extremas não entram no nosso portfólio".
Mergulho na complexidade de cada setor
Essa blindagem conceitual e o acompanhamento técnico permitiram à gestora desenhar soluções específicas para os motores econômicos do sul, blindando o portfólio contra a volatilidade macroeconômica:
- Agronegócio: atuação na antecipação de comercialização e giro de insumos, dando poder de negociação imediata ao produtor B2B.
- Indústria têxtil: soluções moldadas para a alta sazonalidade do setor, promovendo fôlego e agilidade para a compra de matéria-prima e gestão de estoques críticos antes da concorrência.
- Logística e Transportes: modelagem financeira customizada para a renovação de ativos, capital operacional e proteção das margens diante da imobilização de recursos.
- Construção civil: foco na monetização estratégica de ativos e recebíveis (VGV), garantindo que o fluxo de caixa acelere novos cronogramas de incorporação sem virar um gargalo (o segmento já absorveu mais de R$ 500 milhões da gestora).
O ecossistema de soluções estende-se ainda com forte capilaridade pelas indústrias metal-mecânica, moveleira, alimentícia, pesqueira, química, plástica, além de grandes projetos de energia e infraestrutura.
Estrutura interna triplicada para buscar o topo em 2030
A infraestrutura interna da SP CAPITAL vem sendo remodelada para acompanhar as metas bilionárias. Em apenas um ano, a gestora triplicou o tamanho físico de sua sede corporativa e também os aportes financeiros voltados a processos internos, tecnologia de análise preditiva e ao quadro de colaboradores. A equipe atual conta com pouco mais de 60 profissionais, mas deve receber o reforço de mais 100 contratações até o final de 2026.
Ao invés de depender de agências físicas engessadas, o plano de expansão da empresa utiliza uma rede de Executivos de Novos Negócios distribuídos estrategicamente pelo país, permitindo nacionalizar a originação a partir do polo catarinense.
De acordo com o board da gestora, o investimento massivo em tecnologia de dados prepara o terreno para o objetivo de longo prazo da marca. "O crescimento estrutural contínuo é a base para cumprirmos a nossa missão de consolidar a empresa como o maior, melhor e mais rentável player de FIDCs do mercado nacional até 2030", conclui Schneider.
FIDC NEWS
O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado.
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