IBOV167.875-2.50%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026S&P 5007.728-0.32%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026NASDAQ26.445-0.60%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026DOW53.792-0.34%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026PETR4R$ 41,66-1.35%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026VALE3R$ 74,40-2.02%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026ITUB4R$ 39,00-3.51%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026MGLU3R$ 4,26-1.39%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026BBDC4R$ 16,79-2.27%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026BBAS3R$ 19,28-3.74%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026SANB11R$ 29,52+0.92%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026B3SA3R$ 14,29-2.59%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026ABEV3R$ 15,01-1.70%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026WEGE3R$ 47,36-0.57%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026ITSA4R$ 12,63-3.73%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026PRIO3R$ 59,25-3.25%preço de fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026DÓLARR$ 5,16+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30EUROR$ 5,96+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30LIBRAR$ 6,97+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30YUANR$ 0,76+0.00%preço lido em 13/08/2026 às 18:30BITCOINR$ 329.681+0.02%preço lido em 13/08/2026 às 18:30ETHR$ 9.810+0.59%preço lido em 13/08/2026 às 18:30SOLR$ 396+0.96%preço lido em 13/08/2026 às 18:30XRPR$ 5,24+0.42%preço lido em 13/08/2026 às 18:30ADAR$ 0,95+0.63%preço lido em 13/08/2026 às 18:30

Fidcs & FundosCrédito privado

FIDCs ocupam espaço deixado por grandes bancos, afirma CEO da Azumi

A retração dos grandes bancos em determinadas modalidades de financiamento tem aberto espaço para que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs, veículos que compram recebíveis de empresas e os transformam em cotas oferecidas a investidores) ganhem participação relevante no crédito às companhias brasileiras.

.fnFIDC NEWS 12/08/20264 min de leituraSem comentários
FIDCs ocupam espaço deixado por grandes bancos, afirma CEO da Azumi

Na avaliação de Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, há ainda outro movimento por trás dessa expansão: médias e grandes empresas começam a perceber que podem incorporar às próprias estruturas financeiras parte da receita que antes ficava com instituições responsáveis por antecipar recebíveis de fornecedores.


Contexto: um vácuo criado pelos bancos


Segundo Araújo, as grandes instituições financeiras restringiram o crédito ao perceberem deterioração da inadimplência e de outros indicadores em um cenário macroeconômico mais desafiador. Esse recuo abriu uma brecha em setores inteiros da economia. O agronegócio é o exemplo citado pelo executivo: a redução do recurso subsidiado disponível para o setor fez com que os FIDCs entrassem para ajudar a financiar produtores junto com as demais instituições.

A Azumi nasceu justamente para atender a esse tipo de lacuna. A instituição, cujo projeto começou em 2019 e que está operacional desde 2022, surgiu em Araraquara, no interior de São Paulo, com o objetivo de estruturar fundos para o que Araújo chama de middle market, ou seja, empresas de médio porte que não eram bem atendidas nem pelo varejo bancário nem pelos produtos sofisticados voltados a multinacionais. "As grandes instituições não olhavam para esse nicho específico e havia um vácuo entre o varejo e a empresa grande", afirma o executivo.


O que mudou: crescimento acelerado e meta de R$ 6 bilhões


Hoje a Azumi é uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) que presta serviços de administração fiduciária e custódia de fundos de investimento, com foco especial nos FIDCs. A instituição administra atualmente 138 fundos, dos quais 71 são FIDCs, somando R$ 3,5 bilhões sob gestão. A meta para o fim de 2026 é ambiciosa: alcançar R$ 6 bilhões sob administração e chegar à marca de 100 FIDCs.

O crescimento, segundo Araújo, deve ser predominantemente orgânico, apoiado na equipe comercial que prospecta novos negócios, embora a diretoria não descarte avaliar boas oportunidades de aquisição caso surjam. O executivo aposta que o segundo semestre costuma trazer resultados melhores, com a economia mais aquecida e empresários que estavam em modo de espera retomando decisões de investimento.

Para o CEO, o mercado de FIDC no Brasil está prestes a viver um salto de tamanho. Enquanto o setor falava em atingir R$ 1 trilhão em patrimônio dentro de cinco anos, Araújo acredita que essa marca pode ser alcançada já no próximo ano. "Os grandes bancos acabaram deixando uma brecha no mercado de crédito privado, e os FIDCs abraçaram boa parte desse vácuo", diz. Na visão do executivo, o setor deve dobrar de tamanho nos próximos cinco a dez anos.


Análise: empresas descobrindo uma nova fonte de receita


Um dos pontos centrais levantados por Araújo é a mudança de mentalidade das próprias empresas financiadas. Segundo ele, companhias de diversos portes vêm percebendo que os juros pagos quando um fornecedor antecipa um recebível com um grande banco representam, na prática, uma receita que poderia ficar dentro do próprio ecossistema do negócio. "O FIDC está ali para ajudá-las a se apropriar dessa receita, desses juros que existem", explica o executivo, que enxerga nesse movimento um dos motores estruturais do crescimento da indústria.

Outro fator apontado pelo CEO da Azumi é a entrada do investidor de varejo nesse mercado, viabilizada pela Resolução CVM 175, que ampliou o acesso a produtos antes restritos a investidores qualificados ou profissionais. Ao mesmo tempo, bancos que antes só alocavam recursos em estruturas próprias hoje têm investido diretamente em cotas sênior e mezanino de FIDCs corporativos, preferindo aportar nos fundos que financiam as operações em vez de conceder o crédito diretamente às empresas. Para Araújo, essas duas frentes (mais recursos entrando via varejo e via bancos institucionais) funcionam como alavancas que sustentam e dão solidez ao crescimento observado nos últimos anos.


Perspectivas: crescimento sem abrir mão de seletividade


Apesar do otimismo com o ritmo de expansão, Araújo faz questão de demarcar os limites de atuação da Azumi. A gestora afirma não ter expertise nem interesse em operar com ativos estressados, judiciais ou precatórios, preferindo concentrar sua atuação na chamada "economia real": operações que financiam fornecedores que precisam antecipar recebíveis ou empresas que buscam crédito parcelado para adquirir máquinas e equipamentos.

O executivo também comenta o crescimento acentuado das operações de crédito consignado, atribuído a medidas recentes do governo para incentivar essa linha de crédito, e reforça que o avanço da modalidade não representa uma expansão descontrolada, mas o atendimento a uma demanda real, com retornos consistentes para os investidores. Para Araújo, o segredo de uma boa operação de FIDC está no equilíbrio entre administrador e gestor, com boa análise de crédito, esteira de cobrança eficiente e premissas que pulverizem o risco entre cedente e sacado, protegendo, no fim das contas, o investidor final.


Fonte: Capital Aberto (Jaqueline Mendes), entrevista com Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, publicada em 12 de agosto de 2026.

Compartilhe este artigo
.fn

FIDC NEWS

O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado.

Ler todas as notícias

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fique por dentro das últimas notícias

Ao clicar no botão Inscrever-se, você confirma que leu nossa Política de Privacidade.