Mudança tributária torna empresas mais organizadas e com boa governança mais valiosas em operações de M&A
Reforma tributária e tributação de dividendos elevam rigor dos investidores e mudam critérios de precificação de empresas no Brasil

São Paulo, agosto de 2026 – A Helping Hand, empresa especializada em valuation, fusões e aquisições (M&A) e preparação empresarial, identificou um aumento na procura de empresários interessados em estruturar seus negócios para futuras operações de venda, captação de investimentos e sucessão empresarial. O movimento acompanha uma mudança no mercado brasileiro de M&A, que passou a incorporar os impactos da reforma tributária e da possível tributação de dividendos na precificação das empresas.
Apesar do aumento da cautela, especialistas afirmam que 2026 pode representar uma das melhores janelas dos últimos anos para empresários interessados em captar investimentos, realizar uma sucessão empresarial ou vender suas companhias. A diferença é que o ambiente de negócios ficou mais sofisticado e exige um nível de preparação muito superior ao observado em ciclos anteriores.
As mudanças tributárias passaram a influenciar diretamente os processos de valuation. Se antes a precificação era baseada principalmente em indicadores financeiros, histórico de crescimento e potencial de expansão, agora os investidores também consideram o impacto das novas regras sobre a geração de caixa futura, a rentabilidade dos sócios e os riscos envolvidos na operação.
Segundo Lucas Mendes, CEO da Helping Hand, o mercado não perdeu apetite por aquisições, mas mudou significativamente a forma de avaliar oportunidades. “A reforma tributária não reduziu o interesse dos investidores, mas elevou o nível de exigência nas negociações. O comprador está mais seletivo e busca previsibilidade. Empresas que chegam ao mercado sem preparação podem sofrer descontos relevantes em seu valuation, enquanto aquelas que antecipam ajustes tributários, fortalecem sua governança e reduzem riscos conseguem preservar valor e atrair mais interessados”, afirma.
O movimento já pode ser percebido na postura de bancos de investimento, fundos de private equity e escritórios especializados, que passaram a revisar premissas de valuation e incluir mecanismos de proteção contratual para cobrir eventuais impactos tributários após o fechamento das transações. Questões relacionadas à adaptação ao novo sistema tributário, à estrutura societária e à tributação de dividendos passaram a integrar as etapas de due diligence e avaliação econômica.
Embora a nova tributação dos dividendos não provoque uma redução automática e linear no valor das empresas, ela passou a fazer parte da equação econômica das operações. Em muitos casos, o impacto está menos no imposto em si e mais na percepção de risco do investidor.
“O mercado está atribuindo valor à previsibilidade. Quanto maior a incerteza sobre o impacto tributário futuro, maior tende a ser o desconto aplicado no valuation. Empresas que conseguem demonstrar organização financeira, governança e capacidade de adaptação ao novo cenário saem na frente”, explica Mendes.
Nesse contexto, companhias que investiram na profissionalização da gestão, na organização financeira e em práticas de governança corporativa vêm conseguindo preservar e, em alguns casos, ampliar seu valor de mercado. Negócios que apresentam indicadores confiáveis, controles internos eficientes e planejamento estratégico consistente transmitem maior segurança aos investidores e compradores.
O novo ambiente também impulsiona a demanda por empresas especializadas em preparação para venda e geração de valor. A Helping Hand tem atuado ao lado de empresários de diversos segmentos na estruturação financeira, operacional, tributária e estratégica dos negócios, com foco na maximização de valor em processos de M&A.
Por meio de metodologias próprias de diagnóstico empresarial, valuation e preparação para venda, a companhia auxilia empresários a identificar riscos, corrigir fragilidades, fortalecer indicadores e construir operações mais atrativas para investidores, fundos de private equity e compradores estratégicos.
Na avaliação de Mendes, os próximos anos devem favorecer empresários que iniciarem desde já um processo estruturado de preparação para venda, mesmo que a transação não aconteça no curto prazo. “Muitos empresários acreditam que a venda da empresa começa quando surge um comprador. Na prática, ela começa anos antes. As companhias que alcançam os melhores múltiplos são aquelas que se preparam antecipadamente, organizam suas operações, reduzem dependências e criam previsibilidade para o investidor. Em um ambiente tributário mais complexo, essa preparação deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade”, conclui.
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