IBOV183.477-0.27%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026S&P 5007.743+0.51%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026NASDAQ27.069+0.48%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026DOW51.829+0.93%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026PETR4R$ 47,99-2.58%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026VALE3R$ 70,77+0.16%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026ITUB4R$ 42,13+0.62%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026MGLU3R$ 6,76+7.30%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026BBDC4R$ 17,88+0.56%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026BBAS3R$ 21,59+0.23%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026SANB11R$ 29,75+0.51%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026B3SA3R$ 17,96+0.79%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026ABEV3R$ 15,32-0.13%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026WEGE3R$ 51,07+0.65%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026ITSA4R$ 13,99+0.00%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026PRIO3R$ 59,35-2.24%preço de fechamento do pregão de 25 de setembro de 2026DÓLARR$ 5,21+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00EUROR$ 5,92+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00LIBRAR$ 6,89+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00YUANR$ 0,77+0.00%preço lido em 29/09/2026 às 07:00BITCOINR$ 437.826+1.68%preço lido em 29/09/2026 às 03:30ETHR$ 14.059+2.46%preço lido em 29/09/2026 às 03:30SOLR$ 621+1.16%preço lido em 29/09/2026 às 03:30XRPR$ 7,83+2.18%preço lido em 29/09/2026 às 03:30ADAR$ 1,29+1.23%preço lido em 29/09/2026 às 03:30

Política

Stuhlberger vê 60% de chance para Flávio e projeta alta de até 30% na bolsa

Eleição no radar: gestor da Verde enxerga na bolsa a maior assimetria entre os mercados locais e mantém cautela com os prefixados.

FIDC NEWSFIDC NEWS 25/09/20265 min de leituraSem comentários
Stuhlberger vê 60% de chance para Flávio e projeta alta de até 30% na bolsa

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Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset, considera razoável atribuir 60% de chance de vitória ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial de outubro. Para ele, o resultado das urnas abre uma diferença grande entre o quanto a bolsa pode subir e o quanto pode cair, e essa leitura já orienta a carteira da gestora.

O cenário: bolsa barata e investidor fora do país


A avaliação foi feita durante painel da Monte Bravo Experience. Segundo Stuhlberger, a estimativa de 60/40 se baseia nos agregadores de pesquisas eleitorais acompanhados pela Verde e está alinhada aos números de plataformas de mercados preditivos, como o Polymarket, que são proibidas no Brasil. "Esses 60/40 para o Flávio me parecem razoáveis", afirmou.

O ponto de partida da análise é o preço. Excluídas as empresas de commodities, como Petrobras e Vale, a bolsa brasileira negocia hoje a um P/L (preço sobre lucro) de 10,5 vezes, segundo o executivo. O indicador mostra quantos anos de lucro atual o investidor paga pela ação, e quanto menor, mais barato está o ativo. De acordo com Stuhlberger, esse múltiplo está perto da faixa de 10 a 11 vezes observada, em média, nos governos do PT.

Ou seja, pela leitura do gestor, o mercado já negocia em um patamar compatível com a continuidade do governo atual. Por isso uma surpresa positiva teria muito mais espaço para aparecer nos preços do que uma confirmação do cenário vigente.

O fato central: assimetria de 30% para cima e 12% para baixo


Stuhlberger colocou números nessa assimetria. "Se houver uma recessão, os lucros caem. Mas, enquanto isso não acontece, a bolsa parece ter, em reais, um potencial de queda de 10% a 12% [em caso de vitória de Lula] e de alta de 30% [se Flávio ganhar]." No caso de vitória do senador, o executivo prevê uma "porrada insana" na bolsa.

Para ele, o movimento viria do fluxo. Com o mercado muito "leve", a alternância de poder poderia provocar compras generalizadas e um rali dos papéis domésticos. "Os fundos de ações foram dizimados e os gringos estão muito baixos em Brasil. Se entra uma horda de gente comprando, o mercado sobe muito porque é pequeno. E o gringo que já está no Brasil dificilmente vai vender."

A visão é bem diferente para os juros. Stuhlberger classifica como negativa a assimetria dos títulos prefixados: "Com Lula, ela é muito ruim; com Flávio, moderadamente boa. Isso porque, com os juros americanos nesse nível, os juros brasileiros não podem cair tanto." Ele lembra que as taxas americanas de cinco a dez anos, tanto das TIPS (títulos do Tesouro dos EUA indexados à inflação) quanto dos prefixados, estão em nível muito alto. Isso obriga o Brasil a manter um "colchão", já que os juros locais precisam ficar pelo menos de 4 a 5 pontos percentuais acima do mercado americano.

Entre as opções da renda fixa, o gestor prefere o juro real. "O juro real tem uma assimetria melhor que o prefixado. Acho difícil passar de 8,5%", disse.

Como a Verde está posicionada


A carteira da Verde tem hoje exposição equivalente a cerca de 15% em bolsa brasileira. Parte dessa posição está em call spreads, estratégia que combina a compra e a venda de opções de compra de ações para limitar o custo e a perda máxima, e em EWZ, fundo negociado nos Estados Unidos que acompanha ações brasileiras.

Na estrutura montada, a perda máxima fica limitada ao prêmio da operação. "Se Lula ganhar, só perdemos o prêmio. E tem um upside que paga US$ 7 a US$ 9 por US$ 1", explicou, em referência a uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

Fora da bolsa local, a gestora tem cerca de 9% em bolsa americana, 5% em ouro e 2% em prata, além de TIPS de três anos. Segundo Stuhlberger, essas posições têm proteção cambial, para que o resultado em reais não dependa diretamente da variação do dólar.

Análise: o que isso sinaliza para o crédito privado


A leitura de um dos gestores mais acompanhados do país ajuda a entender o pano de fundo do mercado de crédito. Se os juros brasileiros têm pouco espaço para cair, qualquer que seja o resultado da eleição, o cenário de CDI elevado por mais tempo continua no horizonte. Isso preserva o apelo dos ativos pós-fixados, entre eles as cotas de FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que costumam remunerar o investidor com o CDI mais um spread.

Por outro lado, o próprio Stuhlberger faz uma ressalva que interessa diretamente a quem analisa carteiras de recebíveis: a recessão. Uma desaceleração mais forte derrubaria lucros e tende a pressionar a inadimplência dos cedentes e sacados. Para gestores de FIDC, esse é o risco a acompanhar nos próximos meses, com atenção à qualidade da originação, ao nível de subordinação e à PDD (provisão para devedores duvidosos) das carteiras.

Perspectivas: o que monitorar até outubro


Com a eleição se aproximando, o mercado deve seguir sensível a cada nova rodada de pesquisas. Na leitura da Verde, a bolsa concentra a maior assimetria entre os três mercados locais (ações, juros e câmbio), enquanto os prefixados oferecem pouca compensação pelo risco. O juro real aparece como alternativa mais equilibrada.

Para o investidor de crédito privado, vale acompanhar três pontos: o comportamento da curva de juros futuros diante do resultado eleitoral, o fluxo do investidor estrangeiro para ativos domésticos e os sinais de atividade econômica que possam antecipar uma recessão. O rumo desses três vetores vai definir o custo de captação das empresas e o apetite por risco no mercado de capitais.


Fonte: Valor Econômico, "Stuhlberger considera 'razoável' chance de 60% de vitória de Flávio e prevê 'porrada' na bolsa", por Maria Fernanda Salinet, 24/09/2026.

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