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Política

Quaest: Flávio Bolsonaro assume liderança sobre Lula em pesquisa de 2º turno

Nova rodada de pesquisas eleitorais aponta disputa acirrada no segundo turno, com institutos divergindo sobre quem lidera a corrida presidencial de 2026

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Levantamento Genial/Quaest divulgado em 14 de setembro mostra Flávio Bolsonaro com 42% das intenções de voto contra 40% de Lula no principal cenário de segundo turno. O resultado contrasta com pesquisas recentes da AtlasIntel, do Datafolha e do Nexus/BTG Pactual e reforça a disputa acirrada às vésperas do primeiro turno, marcado para outubro.

Contexto: a reta final da corrida presidencial


O Brasil se aproxima do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para outubro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscando a reeleição em meio a um quadro de aprovação oscilante. Do lado da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL) consolidou-se ao longo do ano como o principal nome do campo da centro-direita, à frente de outros postulantes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o deputado Augusto Cury (Avante) e o líder do MBL, Renan Santos (Missão).

Nos últimos meses, os institutos de pesquisa vinham registrando uma aproximação progressiva entre Lula e Flávio Bolsonaro nos cenários de segundo turno, movimento que analistas atribuem tanto ao desgaste na avaliação do governo quanto à consolidação da candidatura do senador do PL como opção única do bolsonarismo. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda quinzena de setembro é a mais recente a testar esse cenário, e chama atenção por apresentar o presidente atrás pela primeira vez em uma leitura direta de segundo turno entre os grandes institutos nesta janela de setembro.

O que mudou: os números da pesquisa Quaest


De acordo com o levantamento Genial/Quaest, contratado pelo Grupo Globo e pelo jornal O Globo (registro no TSE sob o número BR-03607/2026), Flávio Bolsonaro aparece com 42% das intenções de voto no cenário direto contra Lula, que soma 40%. Votos brancos e nulos somam 13% e os indecisos, 5%, uma diferença dentro do que os institutos costumam chamar de empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa testou ainda outros quatro cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, Lula lidera por 41% a 39%. Contra Renan Santos, a vantagem petista é de 41% a 38%. Contra Augusto Cury, o presidente aparece com 38% ante 36% do deputado. Já contra Romeu Zema, Lula abre a maior margem entre todos os cenários testados, com 45% contra 33%. O instituto ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro.

Análise: o que dizem os outros institutos


Colocada ao lado de outros levantamentos divulgados na mesma janela de tempo, a pesquisa Quaest revela o quanto o cenário de segundo turno segue sensível ao método de cada instituto. A AtlasIntel, em pesquisa contratada pela Bloomberg com 5 mil entrevistas entre 4 e 9 de setembro (margem de erro de 1 ponto percentual, registro BR-01452/2026), apurou um empate técnico ainda mais apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 46,2% a 46,4% respectivamente, dentro da margem de erro.

Já o Datafolha, com 2.002 entrevistas entre 1º e 3 de setembro (registro BR-03669/2026), manteve Lula na frente, com 46% contra 44% de Flávio. O Nexus/BTG Pactual, por sua vez, com 2.002 entrevistas entre 4 e 7 de setembro (registro BR-06790/2026), apontou o senador do PL ligeiramente à frente, com 46% contra 45% do presidente, resultado também dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

"O que esses números mostram, lidos em conjunto, não é uma virada consolidada, mas uma disputa que se tornou tecnicamente indefinida em praticamente todos os institutos relevantes", avalia um analista de risco político consultado pela reportagem. "Para o investidor de renda fixa e crédito privado, o dado mais importante não é qual candidato lidera em um instituto específico, e sim a persistência da incerteza eleitoral, que tende a se refletir em prêmios de risco mais altos e maior volatilidade nos ativos indexados a expectativas fiscais."

Perspectivas: o que monitorar até outubro


Com o primeiro turno marcado para outubro, a expectativa é de uma sucessão acelerada de novos levantamentos nas próximas semanas, à medida que as candidaturas se consolidam e o debate eleitoral ganha tração na televisão aberta. Institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Nexus/BTG Pactual e PoderData devem intensificar o ritmo de divulgação, e o mercado tende a reagir a cada nova leitura que aproxime ou distancie os dois principais nomes da corrida.

Para o mercado de crédito estruturado, o ponto de atenção nas próximas semanas é o quanto a indefinição eleitoral se traduz em oscilação nas curvas de juros futuros e nos spreads de crédito privado, historicamente sensíveis a cenários de maior incerteza institucional. Gestores de FIDCs e fundos de renda fixa que operam com ativos de prazo mais longo devem seguir monitorando de perto tanto a evolução das pesquisas quanto o comportamento do câmbio e da curva de juros como termômetros paralelos da precificação do risco eleitoral.


Fontes: G1 

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