IBOV167.830+0.90%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026S&P 5007.708+0.21%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026NASDAQ26.331+0.16%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026DOW53.463+0.22%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026PETR4R$ 43,11+1.20%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026VALE3R$ 72,13+0.81%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026ITUB4R$ 38,37+0.47%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026MGLU3R$ 4,05-5.37%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026BBDC4R$ 16,02-0.62%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026BBAS3R$ 18,08+1.57%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026SANB11R$ 28,70-1.88%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026B3SA3R$ 14,42+0.84%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026ABEV3R$ 14,78+0.34%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026WEGE3R$ 48,51+0.08%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026ITSA4R$ 12,38+0.32%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026PRIO3R$ 61,53+0.05%preço de fechamento do pregão de 19 de agosto de 2026DÓLARR$ 5,19+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00EUROR$ 6,06+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00LIBRAR$ 7,08+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00PESO ARR$ 0,00+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00IENER$ 0,03+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00YUANR$ 0,77+0.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00BITCOINR$ 382.688+6.51%preço lido em 20/08/2026 às 22:00ETHR$ 12.151+3.82%preço lido em 20/08/2026 às 22:00SOLR$ 458+4.19%preço lido em 20/08/2026 às 22:00XRPR$ 6,57+14.71%preço lido em 20/08/2026 às 22:00ADAR$ 1,07+11.00%preço lido em 20/08/2026 às 22:00

Crédito privado

BofA vê piora do crédito das famílias e reforça cautela com bancos no Brasil

O Bank of America publicou relatório apontando deterioração gradual na qualidade do crédito das famílias brasileiras, pressionadas por juros elevados e endividamento em patamar recorde. O banco americano adotou postura defensiva em relação ao setor bancário local e recomenda preferência por instituições com carteiras mais diversificadas e menor exposição ao crédito de consumo.

.fnFIDC NEWS 18/08/20264 min de leituraSem comentários
BofA vê piora do crédito das famílias e reforça cautela com bancos no Brasil

Contexto: juros altos, dívida recorde

O cenário macroeconômico brasileiro segue marcado por uma Selic em patamar elevado, o que encarece o crédito e pressiona o orçamento das famílias há trimestres consecutivos. Esse ambiente é especialmente sensível para o mercado de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), estrutura que securitiza recebíveis de crédito, muitas vezes originados justamente em operações de consumo, crédito consignado, cartões e financiamento de varejo.

Quando o comprometimento de renda das famílias sobe, o efeito se propaga por toda a cadeia de crédito. Cotistas de FIDCs com lastro em recebíveis de pessoa física acompanham de perto indicadores como inadimplência, atraso de parcelas e níveis de PDD (Provisão para Devedores Duvidosos), justamente porque são esses números que determinam a qualidade da carteira subjacente e, em última instância, o retorno das cotas sênior e subordinada.

Segundo o relatório do BofA, o comprometimento de renda das famílias brasileiras está em 49,8%, enquanto o serviço da dívida (parcela da renda destinada exclusivamente ao pagamento de juros e amortizações) está em 28,5%. São números que sinalizam um consumidor operando no limite da capacidade de pagamento, com pouca margem para absorver novos choques de renda ou de custo de vida.


O que mudou: atrasos em alta e custo de risco subindo


O fato central do relatório é a virada de trajetória nos indicadores de inadimplência. De acordo com o BofA, os atrasos em operações de crédito para pessoa física cresceram 20 pontos-base no segundo trimestre de 2026, acumulando alta de 50 pontos-base no ano. O movimento, embora ainda gradual, é lido pelo banco como o início de uma "tempestade se formando", expressão usada no próprio relatório para descrever o risco de deterioração mais acentuada adiante.

Outro indicador citado é o Cost of Risk (CoR), métrica que mede o custo das perdas esperadas com crédito em relação à carteira total. Segundo o BofA, o CoR avançou na maior parte das instituições financeiras acompanhadas, refletindo expectativa de maiores perdas futuras com inadimplência e, na prática, exigindo mais provisionamento dos bancos.

O relatório também cita o caso da Casas Bahia, cuja dívida soma R$ 17 bilhões, como exemplo do estresse presente na cadeia de crédito ligada ao varejo. Entre os bancos mencionados na análise estão Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11), Porto (PSSA3), além dos digitais Nubank e Banco Inter. No varejo, aparecem Assaí (ASAI3), Casas Bahia (BHIA3), Lojas Renner (LREN3), Natura (NATU3) e Magazine Luiza (MGLU3), companhias que dependem fortemente de crédito ao consumidor para sustentar vendas.


Análise: nem todos os bancos estão expostos igualmente


A leitura do BofA não trata o setor bancário como um bloco homogêneo. O relatório aponta que instituições com carteiras mais diversificadas, menor exposição a crédito consignado e base de clientes de renda mais alta tendem a navegar melhor o ciclo de piora. Nesse recorte, Itaú Unibanco e Bradesco aparecem com comportamento mais estável, enquanto Santander Brasil e Porto registraram aumentos mais expressivos em provisões no período analisado.

Para o mercado de FIDC, essa diferenciação importa diretamente. Gestores de fundos que compram recebíveis originados por instituições com underwriting mais conservador tendem a estar mais protegidos do que aqueles expostos a cedentes com carteiras concentradas em crédito consignado ou financiamento de bens de consumo de menor ticket, segmentos historicamente mais sensíveis a ciclos de aperto de renda.

A postura defensiva adotada pelo BofA reforça um movimento que já vinha sendo discutido por analistas do setor: o de que o pico de inadimplência do ciclo anterior pode não ter sido o último. "A deterioração é gradual, mas consistente", descreve o próprio relatório, ao justificar a mudança de postura para o setor bancário brasileiro.


Perspectivas: o que monitorar daqui para frente

Para gestores de FIDC e investidores institucionais, o relatório do BofA funciona como um sinalizador de atenção redobrada aos critérios de elegibilidade de cessão de crédito e aos níveis de subordinação das estruturas. Fundos com maior cushion entre cota sênior e subordinada tendem a oferecer mais proteção em um cenário de atrasos crescentes, ainda que a rentabilidade potencial das cotas subordinadas fique mais pressionada.

Os próximos números de inadimplência, especialmente os dados do terceiro trimestre de 2026, devem ser acompanhados de perto para confirmar se a trajetória de alta nos atrasos se mantém ou se estabiliza. Também merece atenção qualquer sinalização adicional de bancos e originadores sobre política de concessão de crédito, já que um aperto no underwriting tende a reduzir o volume de novas cessões no curto prazo, mas pode melhorar a qualidade da safra de recebíveis nos próximos ciclos.


Fontes: Money Times (moneytimes.com.br) Categoria sugerida: Mercado Tags sugeridas: FIDC, BofA, crédito privado, inadimplência, bancos, PDD, cessão de crédito

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O .fidcnews é um veículo digital focado em notícias e análises sobre Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), com o propósito de tornar acessíveis os dados e tendências do mercado de crédito estruturado.

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